Alagoas
Médico do Hospital do Coração Alagoano alerta para sintomas da estenose aórtica
Kleberth Tenório explica que falta de ar, cansaço, tontura e dor no peito podem indicar alteração grave na válvula do coração.
Cansaço excessivo, falta de ar ao realizar atividades simples, tontura e até desmaios podem ser sinais de uma doença cardíaca séria e silenciosa: a estenose aórtica. O alerta é do cirurgião cardiovascular Kleberth Tenório, do Hospital do Coração Alagoano, em Maceió, referência em atendimento cardiovascular no estado.
A estenose aórtica ocorre quando a válvula responsável pela saída do sangue do coração se torna rígida e estreita, dificultando sua abertura e comprometendo o funcionamento cardíaco. Segundo o especialista, o problema costuma surgir de forma progressiva e está diretamente relacionado ao envelhecimento.
“Na maioria dos casos, essa válvula vai calcificando com o passar dos anos, dificultando a passagem do sangue. Fatores como hipertensão e colesterol elevado também podem contribuir para o desenvolvimento da doença”, explica o médico do Hospital do Coração Alagoano.
Com a evolução do quadro, o paciente pode desenvolver insuficiência cardíaca, condição considerada grave. “Pacientes que evoluem para essa fase têm um risco elevado. Cerca de 50% podem ir a óbito em até dois anos se não houver tratamento adequado”, alerta Kleberth Tenório.
Principais sintomas e diagnóstico
Os sintomas mais comuns da estenose aórtica são falta de ar, dor no peito, cansaço progressivo, tontura e desmaios. A recomendação é buscar avaliação médica assim que os primeiros sinais aparecerem, ou ao se identificar a estenose aórtica por meio de ecocardiograma ou sopro cardíaco.
Tratamento
O Hospital do Coração Alagoano oferece um tratamento moderno e minimamente invasivo para a doença: a TAVI (Implante Transcateter de Válvula Aórtica). O procedimento é realizado por meio de uma punção na região da virilha, sem necessidade de abrir o tórax.
“Através do vaso sanguíneo, conseguimos levar a nova válvula até o coração e implantá-la no local da válvula doente. É um procedimento menos invasivo, com recuperação mais rápida e mais segurança para pacientes idosos ou de alto risco cirúrgico”, ressalta o cirurgião cardiovascular.
A orientação é que pessoas acima dos 70 anos ou pacientes considerados de alto risco para cirurgia cardíaca convencional mantenham acompanhamento regular com um especialista.
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