Alagoas
Sesau reforça rede de proteção a crianças e adolescentes vítimas de violência sexual em Alagoas
Rede de Atenção às Violências realizou 258 atendimentos de janeiro a abril de 2024 e oferece assistência multidisciplinar em todo o estado
Em Alagoas, crianças e adolescentes vítimas de abuso e exploração sexual contam com acolhimento, escuta qualificada e atendimento especializado por meio da Rede de Atenção às Violências (RAV), vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (18), Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, de janeiro a abril deste ano, o serviço realizou 258 atendimentos a vítimas de 0 a 17 anos em todo o estado. Em 2023, foram registrados 986 atendimentos na mesma faixa etária.
A RAV foi criada pelo decreto nº 89.437, de 28 de fevereiro de 2023, assinado pelo governador Paulo Dantas, com o objetivo de fortalecer a cooperação entre instituições que atuam na prevenção, identificação, assistência, monitoramento e enfrentamento à violência. As ações visam garantir um atendimento seguro, qualificado e que evite a revitimização de crianças e adolescentes.
Atendimento multidisciplinar
“Por meio da Rede de Atenção às Violências e nossas portas de atendimento, garantimos assistência multidisciplinar às crianças e adolescentes alagoanos. Neste 18 de maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, reafirmamos nosso compromisso com a prevenção e a assistência às vítimas dessa violência”, destaca a gerente operacional da RAV, Laura Oliveira.
Pontos de atendimento
Os pontos de atendimento da RAV estão localizados no Hospital Geral do Estado (HGE), Hospital da Mulher (HM) e no Complexo de Delegacias Especializadas (Code), em Maceió. No interior, funcionam no Hospital Regional do Norte (HRN), em Porto Calvo; Hospital de Emergência do Agreste (HEA), em Arapiraca; e Hospital Regional do Alto Sertão (HRAS), em Delmiro Gouveia.
Esses locais funcionam todos os dias, 24 horas, com equipes multiprofissionais compostas por assistentes sociais, enfermeiros, psicólogos, ginecologistas, pediatras, médicos peritos e policiais civis, assegurando assistência integral em um só espaço.
Durante o atendimento, as vítimas têm acesso a profilaxia de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e HIV, anticoncepção de emergência, coleta de vestígios, aborto previsto em lei e exames laboratoriais. Também são oferecidos assessoria jurídica, grupos de apoio e acompanhamento médico e psicossocial por até seis meses após a violência.
Maio Laranja
A campanha Maio Laranja, instituída pela Lei nº 14.432/2022, mobiliza esforços durante todo o mês para conscientizar, prevenir, orientar sobre sinais de alerta e incentivar denúncias de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes.
De acordo com Laura Oliveira, mudanças bruscas de comportamento, isolamento, medo excessivo, agressividade, dificuldades para dormir, queda no rendimento escolar e tristeza persistente podem indicar que a criança ou adolescente está sendo vítima de violência. “Em casos de abuso sexual, também é possível perceber conhecimento incompatível com a idade sobre sexualidade, resistência em permanecer com determinadas pessoas e alterações no apetite e humor”, explica.
Ela alerta que pais, responsáveis, professores e demais adultos devem estar atentos a qualquer mudança de comportamento. “Muitas vezes, a vítima não consegue verbalizar, mas demonstra por atitudes e emoções que precisa de ajuda. Ao identificar qualquer sinal, é fundamental buscar apoio especializado e acionar a rede de proteção”, reforça.
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