Alagoas

Salão do Artesanato Raízes Brasileiras vai até domingo (17) na Bienal do Ibirapuera

Entre esculturas, bordados, joias botânicas e sabores regionais, o Salão do Artesanato transforma a Bienal em um retrato vivo da cultura popular brasileira

Assessoria 15/05/2026
Salão do Artesanato Raízes Brasileiras vai até domingo (17) na Bienal do Ibirapuera
Do sertão de Alagoas, Mestre Jasson Artesão faz cadeiras ornamentadas que já foram vendidas a diversos países. - Foto: Divulgação.
O Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera, recebe até domingo (17) a 22ª edição do Salão do Artesanato — Raízes Brasileiras, evento que reúne mais de 700 artesãos de todos os estados e do Distrito Federal em uma ampla mostra da produção artesanal contemporânea do país.

Com entrada gratuita, a feira ocupa mais de 10 mil metros quadrados e combina exposição, venda de peças, oficinas, música ao vivo e gastronomia regional. A proposta é transformar o espaço em um percurso pelas diferentes identidades culturais brasileiras, tendo o artesanato como eixo principal.

Gastronomia




A culinária baiana é um dos destaques do Salão do Artesanato — Raízes Brasileiras, que reúne sabores típicos de diferentes regiões do país até domingo (17), na Bienal do Ibirapuera. Foto: divulgação


O Salão do Artesanato traz delícias de diferentes regiões do Brasil. Entre elas, por exemplo, as bolachas de castanha-do-pará do Rio Grande do Norte; doces, geleias, cachaças e queijos mineiros; além das castanhas de caju glaceadas, snack crocante popular no Nordeste, especialmente em Pernambuco, onde combina tradição e especiarias. Entre os pratos salgados, destaque para o sanduíche de linguiça de Bragança Paulista, patrimônio gastronômico artesanal do interior de São Paulo, preparado pela chef Patricia Polato, além da rica culinária baiana, que harmoniza bem com cervejas artesanais.

Conheça alguns dos mestres e artesãos de diferentes estados presentes nesta edição:



A artesã goiana Fatinha transforma palha de milho em delicadas esculturas sacras. Foto: Divulgação.


• Goiás — artesã Fatinha:
A delicadeza da palha de milho ganha contornos de devoção nas mãos da artesã. Conhecida pelas esculturas sacras produzidas a partir da fibra natural, ela cria santas e figuras religiosas repletas de leveza e riqueza de detalhes. A artesã costuma recordar que sua primeira boneca na infância, foi feita com uma espiga de milho na roça, gesto simples que acabou definindo toda a sua trajetória artística. O reconhecimento internacional veio quando uma de suas peças foi entregue ao Papa.

• Rio Grande do Norte — Mestre Brasa:
Mestre Brasa apresenta esculturas em madeira que impressionam pela força expressiva e pela conexão com o imaginário popular nordestino. Figura tradicional e muito aguardada no Salão do Artesanato, o artista é reconhecido pela capacidade de transformar a madeira em personagens, cenas e símbolos carregados de identidade, memória e regionalidade.

• Pernambuco — Marcos de Sertânia:
Há cerca de quatro décadas, Marcos de Sertânia dedica sua trajetória à escultura em madeira inspirada na vida do sertão nordestino. Suas obras retratam retirantes, trabalhadores rurais e figuras marcadas pela seca e pela resistência cotidiana do povo sertanejo. Entre suas criações mais reconhecidas estão as cadelinhas inspiradas na personagem Baleia, do romance Vidas Secas.

Luminárias com dobraduras de arame do artista Felipe Andrade. Foto: Divulgação.


• Distrito Federal — Felipe Andrade:
O artesão define a si mesmo como “um artista que nasceu na pandemia”. Foi durante o período de isolamento que encontrou nas dobraduras de arame uma alternativa de sustento e expressão artística. Hoje, suas luminárias e esculturas reproduzem árvores do Cerrado, especialmente os ipês em diferentes cores.

• Goiás — Sabrina Bonfim:
A artesã apresenta suas chamadas “joias botânicas”, peças produzidas com flores, folhas e elementos naturais do Cerrado eternizados em resina. Seu trabalho combina design contemporâneo, memória afetiva e preservação simbólica da flora brasileira.

• Alagoas — Mestre Jasson Artesão
Do sertão de Belo Monte, ele transforma galhos e pedaços de árvores da caatinga em obras carregadas de força, cor e imaginação. Entre carrancas, pássaros e cadeiras ornamentadas, suas criações parecem narrar histórias da terra que as inspira — revelando a memória, a resistência e a poesia do sertão alagoano. Suas obras são vendidas no mundo inteiro.

• Santa Catarina — Schaiana Silveira
Terceira geração de rendeiras, a artesã preserva uma tradição familiar ligada à renda de bilro. Ao mesmo tempo em que mantém viva a técnica tradicional, amplia os usos da renda ao incorporá-la em camafeus, almofadas, vestidos de noiva e chemises.



A capixaba Cristina Lauterman transforma escamas de peixe em delicadas flores ornamentais, unindo sustentabilidade e sofisticação. Foto: Divulgação.


• Espírito Santo — Cristina Lauterman:
Utilizando escamas de peixe, a artesã cria flores ornamentais que impressionam pela leveza e sofisticação visual, revelando novas possibilidades de reaproveitamento criativo de recursos naturais.

• São Paulo — Fernando Guiginski:
De Iguape, no litoral paulista, o artesão e pesquisador sonoro Fernando Guiginski cria verdadeiras “florestas sonoras” a partir de sementes, madeiras descartadas pela natureza e outros elementos orgânicos. Seu trabalho reúne arte, sustentabilidade e experimentação musical em instrumentos autorais.

De Iguape, no litoral paulista, o artesão Fernando Guiginski transforma sementes e madeiras em instrumentos autorais . Foto: Divulgação.


Realizada pela Rome Eventos, a 22ª edição do Salão do Artesanato — Raízes Brasileiras conta com o patrocínio do Mãos e Mentes Paulistanas, programa vinculado à Prefeitura de São Paulo, do Banco do Nordeste do Brasil e da ApexBrasil, agência ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O evento conta ainda com a parceria do Sebrae e do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), iniciativa vinculada ao Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP).

Serviço

22º Salão do Artesanato — Raízes Brasileiras
De 13 a 17 de maio de 2026
Pavilhão da Bienal — Parque Ibirapuera — São Paulo (SP)
Quarta a sexta-feira: das 14h às 21h
Sábado e domingo: das 10h às 21h
Entrada franca
Pet friendly