Alagoas

Prevenção é proteção: Judiciário alagoano orienta jovens sobre combate ao abuso sexual

Palestra realizada na sede do TJAL, nesta sexta (15), é alusiva ao mês nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

Redação com TJAL 15/05/2026
Prevenção é proteção: Judiciário alagoano orienta jovens sobre combate ao abuso sexual
Juiz Anderson Passos palestrou, nesta sexta (15), para cerca de 50 jovens.

Cerca de 50 jovens receberam, nesta sexta (15), informações acerca do abuso e da exploração de crianças e adolescentes. A palestra é alusiva ao Maio Laranja, mês nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A iniciativa é da Coordenadoria da Infância e Juventude (CEIJ) do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL).

O juiz Anderson Passos, coordenador da CEIJ, reforçou a importância da informação no combate a esse tipo de crime, infelizmente comum no país e na maioria das vezes cometido no âmbito familiar.

“Essa data marca o combate ao abuso de crianças e adolescentes, e o Judiciário tem um papel importante nisso. É uma temática muito delicada, infelizmente com grande incidência. Muitas vítimas nem sabem que estão sendo vítimas daquilo, então a informação é essencial, e elas precisam saber também os canais de denúncia e de proteção”, ressaltou.

O magistrado destacou ainda que os dados estatísticos são alarmantes, sendo necessária uma ação constante de acompanhamento e repasse de informações.

“Em 2024, cerca de 64 mil denúncias foram recebidas em todo o país, vitimizando crianças e jovens menores de 14 anos em quase 70% dos casos. Outro dado importante é o fato de 80% destes crimes terem sido cometidos no ambiente familiar das vítimas. Por isso, durante o Maio Laranja, a CEIJ tem orientado os juízes de todo o Estado a promoverem ações de conscientização sobre o tema”, relatou.

Marina Rodrigues, 16 anos, é menor aprendiz do Soprobem e participou da palestra. “É muito importante para nós identificarmos se estamos passando por alguma situação parecida, porque às vezes a gente não percebe, ou percebe, mas não tem coragem de contar para alguém.”

O coordenador da CEIJ destacou ainda que as unidades judiciárias realizam a escuta protegida das vítimas de abuso, promovendo um ambiente acolhedor e seguro com acompanhamento de psicólogos e equipes multidisciplinares durante o processo.

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