Alagoas

Estudantes da Ufal integram ação da Justiça Federal voltada à população em situação de rua

Discentes da Faculdade de Direito atuaram em serviços de acesso à Justiça, regularização documental e assistência social

Ryan Charles 14/05/2026
Estudantes da Ufal integram ação da Justiça Federal voltada à população em situação de rua
Discentes atuaram em atendimentos voltados à regularização de documentos de identificação social, título eleitoral e registros em cartório, além de ações nas áreas de saúde, higiene, assistência social e acesso à Justiça e aos direitos sociais.

Estudantes da Faculdade de Direito (FDA) da Universidade Federal de Alagoas participaram, na última quarta-feira (6), do 3º Mutirão Pop Rua Jud Maceió, ação promovida pela Justiça Federal de Alagoas (JFAL) que reuniu instituições e órgãos públicos para oferecer serviços de cidadania à população em situação de rua.

Na ação, os discentes atuaram em atendimentos voltados à regularização de documentos de identificação social, título eleitoral e registros em cartório, além de ações nas áreas de saúde, higiene, assistência social e acesso à Justiça e aos direitos sociais. 

A participação dos estudantes foi acompanhada pela professora Lana Palmeira, que destacou a importância da atividade para a formação acadêmica e cidadã dos futuros profissionais do Direito. Segundo ela, a iniciativa reforça o compromisso da universidade pública com uma formação crítica, humanizada e socialmente comprometida. 

“Quando nossos estudantes se dispõem a ocupar espaços de atendimento à população em situação de rua, não estão apenas realizando uma atividade complementar de formação acadêmica, e sim experienciando, na prática, aquilo que a educação jurídica precisa urgentemente recuperar: a centralidade da dignidade humana”, disse a professora. 

Ela ressaltou ainda que considera fundamental que os estudantes compreendam que o Direito não pode se limitar à aplicação fria da norma, ele precisa ser instrumento de transformação social, de enfrentamento das desigualdades e de ampliação democrática do acesso a direitos fundamentais, e que ações como estas possuem uma potência pedagógica muito significativa porque parte da escuta. 

“É reconhecer existências historicamente silenciadas e permitir que a universidade pública cumpra sua função social de dialogar com as realidades concretas da população. Tenho muito orgulho da participação dos estudantes da FDA nessa ação que contribui para a formação de profissionais mais sensíveis às vulnerabilidades sociais, mais comprometidos com a justiça social e mais conscientes do papel ético que o Direito deve exercer em uma sociedade profundamente desigual como a nossa”, concluiu.