Alagoas

Sesau implanta Protocolo Estadual de Vigilância para Micoses Endêmicas

Oficina reúne gestores e profissionais para alinhar estratégias de vigilância, diagnóstico e manejo das doenças fúngicas.

Fabiano Di Pace / Ascom Sesau 16/03/2026
Sesau implanta Protocolo Estadual de Vigilância para Micoses Endêmicas
Evento da Sesau discute protocolo estadual para vigilância e manejo das micoses endêmicas em Alagoas. - Foto: Marco Antônio / Ascom Sesau

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) realizou, na Secretaria de Estado do Planejamento e Gestão (Seplag), em Maceió, a Oficina de Implantação do Protocolo Estadual de Vigilância para Micoses Endêmicas. O evento teve como objetivo promover o alinhamento técnico-científico e institucional sobre vigilância, diagnóstico e manejo das micoses sistêmicas relevantes para a saúde pública.

O workshop reuniu gestores e profissionais de saúde para discutir estratégias de enfrentamento de micoses endêmicas, infecções causadas por fungos patogênicos presentes na natureza e que podem desencadear diversas doenças.

"Entre as principais micoses endêmicas estão a paracoccidioidomicose, histoplasmose e criptococose, entre outras. Com a implantação do Protocolo Estadual de Vigilância para Micoses Endêmicas, a Rede Estadual de Saúde fortalece sua capacidade de monitoramento contínuo dessas doenças", explicou o coordenador do Programa Estadual de Controle de Zoonoses da Sesau, médico veterinário Clarício Bugarim.

Durante o evento, também foram apresentados e debatidos o Protocolo Nacional de Vigilância das Micoses Endêmicas e Oportunistas, além do Sistema de Informação das Micoses Endêmicas e Oportunistas do Ministério da Saúde. Esse sistema é utilizado para solicitação de medicamentos antifúngicos e consolida diretrizes e estratégias para detecção, notificação e condução clínica dessas doenças.

Clarício Bugarim ressaltou ainda que todo o tratamento para doenças causadas por fungos é garantido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“Ao perceber sintomas como febre, emagrecimento, fraqueza muscular, vômito ou dificuldade respiratória e lesões na pele ou mucosas, é fundamental procurar a unidade de saúde mais próxima para diagnóstico e tratamento adequado”, orientou.