Alagoas

Filhote de capivara resgatado em Atalaia recebe cuidados especiais no Cetas

Animal, com cerca de 40 dias de vida, não poderá retornar à natureza e será encaminhado para zoológico após reabilitação

Ascom IMA/AL 11/03/2026
Filhote de capivara resgatado em Atalaia recebe cuidados especiais no Cetas
Filhote de capivara resgatado em Atalaia recebe cuidados no Cetas e será encaminhado para zoológico. - Foto: Ascom IMA/AL

Um filhote de capivara com aproximadamente 40 dias de vida, resgatado no município de Atalaia, está sob os cuidados do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas). A unidade é responsável pelo acolhimento e reabilitação de animais silvestres resgatados em Alagoas e é gerida pelo Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL), em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

O animal foi encontrado ainda muito jovem e encaminhado ao Cetas pelo Batalhão de Polícia Ambiental. Desde então, recebe acompanhamento de uma equipe formada por médicos veterinários, biólogos e tratadores. Centros como o Cetas têm a função de receber animais silvestres resgatados, apreendidos ou entregues voluntariamente, oferecendo tratamento, reabilitação e avaliação clínica antes de qualquer tentativa de retorno ao habitat natural.

Caso recente

Recentemente, outro caso envolvendo a espécie chamou a atenção da população. Um animal adulto, resgatado no bairro do Farol, em Maceió, após sofrer ataque de cães, não resistiu ao estresse fisiológico provocado pela captura e pelos ferimentos.

Segundo a médica veterinária e consultora do IMA, Pérola Marques, “a capivara que veio a óbito havia sofrido um ataque de cães e chegou ao Cetas em uma condição de estresse extremo, que pode causar miopatia por captura. Mesmo quando todo o procedimento de resgate é feito corretamente, infelizmente isso pode acontecer”, explicou.

No entanto, nem todos os casos têm desfecho negativo. No caso do filhote resgatado em Atalaia, o animal chegou ao centro com cerca de 20 dias de vida e vem recebendo cuidados intensivos.

“Ele recebe alimentação adequada, com leite específico para filhotes, além de frutas e capim, como consumiria na natureza. Também realizamos banho de sol e acompanhamento constante da equipe”, detalhou a veterinária.

De acordo com a especialista, por ter chegado muito jovem e necessitar de cuidados contínuos, o animal não poderá retornar à natureza. Além disso, o filhote apresenta comprometimento visual no olho esquerdo, o que o tornaria vulnerável à predação no ambiente natural.

Por esse motivo, após a fase de cuidados no Cetas, a capivara deverá ser encaminhada para um zoológico credenciado, onde poderá viver em ambiente controlado e receber acompanhamento permanente.

A equipe reforça que, ao encontrar um animal silvestre ferido ou em situação de risco, a população deve acionar o Batalhão de Polícia Ambiental pelo telefone 190, para que o resgate seja realizado de forma adequada e segura.