Alagoas
Filhote de capivara resgatado em Atalaia recebe cuidados especiais no Cetas
Animal, com cerca de 40 dias de vida, não poderá retornar à natureza e será encaminhado para zoológico após reabilitação
Um filhote de capivara com aproximadamente 40 dias de vida, resgatado no município de Atalaia, está sob os cuidados do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas). A unidade é responsável pelo acolhimento e reabilitação de animais silvestres resgatados em Alagoas e é gerida pelo Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL), em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
O animal foi encontrado ainda muito jovem e encaminhado ao Cetas pelo Batalhão de Polícia Ambiental. Desde então, recebe acompanhamento de uma equipe formada por médicos veterinários, biólogos e tratadores. Centros como o Cetas têm a função de receber animais silvestres resgatados, apreendidos ou entregues voluntariamente, oferecendo tratamento, reabilitação e avaliação clínica antes de qualquer tentativa de retorno ao habitat natural.
Caso recente
Recentemente, outro caso envolvendo a espécie chamou a atenção da população. Um animal adulto, resgatado no bairro do Farol, em Maceió, após sofrer ataque de cães, não resistiu ao estresse fisiológico provocado pela captura e pelos ferimentos.
Segundo a médica veterinária e consultora do IMA, Pérola Marques, “a capivara que veio a óbito havia sofrido um ataque de cães e chegou ao Cetas em uma condição de estresse extremo, que pode causar miopatia por captura. Mesmo quando todo o procedimento de resgate é feito corretamente, infelizmente isso pode acontecer”, explicou.
No entanto, nem todos os casos têm desfecho negativo. No caso do filhote resgatado em Atalaia, o animal chegou ao centro com cerca de 20 dias de vida e vem recebendo cuidados intensivos.
“Ele recebe alimentação adequada, com leite específico para filhotes, além de frutas e capim, como consumiria na natureza. Também realizamos banho de sol e acompanhamento constante da equipe”, detalhou a veterinária.

De acordo com a especialista, por ter chegado muito jovem e necessitar de cuidados contínuos, o animal não poderá retornar à natureza. Além disso, o filhote apresenta comprometimento visual no olho esquerdo, o que o tornaria vulnerável à predação no ambiente natural.
Por esse motivo, após a fase de cuidados no Cetas, a capivara deverá ser encaminhada para um zoológico credenciado, onde poderá viver em ambiente controlado e receber acompanhamento permanente.
A equipe reforça que, ao encontrar um animal silvestre ferido ou em situação de risco, a população deve acionar o Batalhão de Polícia Ambiental pelo telefone 190, para que o resgate seja realizado de forma adequada e segura.
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