Alagoas
História e Direitos: Judiciário leva debate sobre protagonismo feminino a estudantes de Maceió
Juíza Fátima Pirauá e especialistas debatem a evolução das conquistas das mulheres com alunos da Escola Estadual Princesa Izabel
O Centro de Cultura e Memória do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), em parceria com a Escola Superior da Magistratura (Esmal), promoveu, nesta segunda (9), palestras sobre “História do Direito das Mulheres” para cerca de 40 estudantes da Escola Estadual Princesa Izabel.
A ação em alusão ao Dia Internacional da Mulher contou com palestras da juíza Fátima Pirauá, da historiadora Carmén Lúcia e da professora Elaine Pimentel, que abordaram o tema com os alunos atendidos pelo Programa Cidadania e Justiça na Escola (PCJE), da Esmal.
A magistrada Fátima Pirauá explicou que é fundamental que a lei saia do papel e passe a ser garantida na vida real. Para ela, os homens e mulheres precisam entender que, dentre as diferenças, todos têm direitos e deveres iguais.
"A grande luta das mulheres é trazer isso para o dia a dia e para a vida real. A legislação está aí, a carta magna, a nossa Constituição, desde 88, e a gente ainda está lutando para trazer para nossa vida esses direitos. Essa é a grande mensagem, é a grande luta nossa, de fazer com que todos sejam respeitados e que sejam respeitadas também as suas individualidades", falou.
Segundo a professora Elaine Pimentel, a iniciativa é importante para disseminar o conhecimento para os jovens, para entenderem o passado e o cenário atual.
"Essas novas gerações talvez não entendam o que se passou nos bastidores do passado, as lutas das mulheres feministas, das mulheres no Congresso Nacional, para que a gente chegasse até aqui na igualdade constitucional e tantos outros direitos que conquistamos. E aí, agora o desafio é fazer tudo isso se concretizar, avançamos muito, mas ainda temos muito o que fazer", disse.
Historiadora e museóloga, Carmén Lúcia Dantas agradeceu a oportunidade de poder falar sobre o tema durante o mês em que se comemora o Dia da Mulher.
"Foi uma excelente oportunidade para falar sobre as questões da mulher, ocasião em que as lutas femininas são reconhecidas. Os jovens precisam estar cada vez mais preparados para darem as mãos às mulheres e lutarem pela igualdade de gênero. É uma necessidade do mundo atual e participar desse evento foi um privilégio para mim", analisou.
Com apenas 14 anos, Ana Rosa Torres já conhece muito sobre os perigos que as mulheres correm todos os dias e sabe da importância de refletir sobre o que pode ser feito para garantir os direitos de todas.
"Achei super importante discutir sobre isso, principalmente no mundo que convive com muitas transformações, principalmente no momento atual que a gente está vivendo. E é muito importante trazer alunos agora, porque é justamente a nossa geração que está aprendendo e vivendo".
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