Alagoas
Alerta Vermelho: Alagoas tem a maior incidência de meningite do Nordeste e letalidade chega a 60%; Maceió faz bloqueio vacinal
Doença pode matar em até 48 horas e três casos recentes na capital acenderam o alerta; taxa de vacinação no município segue abaixo da meta de 95%
A saúde pública de Alagoas enfrenta um cenário crítico. Dados do Ministério da Saúde apontam que o estado registra atualmente o maior coeficiente de incidência de doença meningocócica do Nordeste, ocupando a segunda posição em todo o Brasil. A situação motivou um alerta epidemiológico recente para a meningite tipo C em Maceió, com foco nos bairros Benedito Bentes, Jacarecica e Serraria.
Entre outubro e dezembro de 2025, três casos de meningite C foram confirmados nesses bairros em um intervalo de menos de 90 dias. Para frear o surto, o município adotou um protocolo rigoroso de vigilância e "bloqueio vacinal", imunizando moradores em um raio de até 1 km² a partir dos casos confirmados, independentemente da idade.
A Doença e o Fator Tempo
A meningite é uma inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. As formas bacterianas são as mais graves e transmissíveis. Segundo a infectologista Mardjane Lemos (Unimed Maceió), a bactéria invade rapidamente o sistema nervoso central, sendo crianças e adolescentes os mais vulneráveis.
Sintomas clássicos: Febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, vômitos e mal-estar extremo.
Avanço rápido: "É uma doença extremamente aguda. Em casos graves, a meningite bacteriana pode evoluir para óbito em 24 a 48 horas após o início dos sintomas", alerta a médica, ressaltando que, em casos suspeitos, o antibiótico deve ser administrado na primeira hora.
Baixa Vacinação e Alta Mortalidade
O principal fator para a volta dos surtos é a queda na imunização. A vacina meningocócica C foi incorporada ao calendário em 2011, derrubando os casos nos anos seguintes. Porém, Maceió tem falhado em atingir a meta ideal de 95% de cobertura:
2023: 90,41%
2024: 85,82%
2025: 84,85%
A leitura combinada dos indicadores revela o lado mais cruel do surto: a letalidade. Enquanto a taxa nacional de mortes por meningite foi de 25,6% em 2023, Alagoas registrou 60% de letalidade no mesmo período. "A leitura combinada aponta para a necessidade urgente de reforçar as estratégias de imunização", conclui a infectologista.
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