Alagoas

Sesau orienta sobre medidas de prevenção às ISTs durante o Carnaval

Secretaria de Estado da Saúde reforça importância do uso de preservativos e oferece informações sobre PrEP e PEP no SUS

Suely Melo / Ascom Sesau 13/02/2026
Sesau orienta sobre medidas de prevenção às ISTs durante o Carnaval
Durante o Carnaval, Sesau reforça a importância do uso de preservativos para prevenir ISTs em Alagoas. - Foto: Marco Antônio / Agência Alagoas

Com a proximidade do Carnaval, período marcado por festas, aglomerações e maior descontração, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) reforça orientações para a prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Historicamente, nesta época do ano, o consumo excessivo de álcool e a euforia podem levar ao relaxamento das medidas de proteção, aumentando o risco de exposição a infecções.

A coordenadora do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) em Alagoas, Joyce Cabral, explica que as ISTs são causadas por vírus ou bactérias transmitidos principalmente por relações sexuais desprotegidas. “As infecções sexualmente transmissíveis são causadas por patógenos como vírus ou bactérias, transmitidos por relações desprotegidas, especialmente sem o uso do preservativo, seja interno ou externo”, destacou.

Dentre as ISTs mais prevalentes estão sífilis, clamídia, gonorreia, HIV e hepatites B e C. Joyce Cabral enfatiza que a principal forma de prevenção continua sendo o uso correto do preservativo em todas as relações sexuais. “A maior forma de prevenção de todas as IST é o uso do preservativo interno e externo em todas as relações sexuais”, afirmou, lembrando que existem estratégias específicas para prevenção do HIV.

A Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) consiste no uso de medicamento antirretroviral antes da relação sexual, podendo ser administrada de forma contínua ou sob demanda, sempre com acompanhamento regular. Já a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) é indicada após uma situação de risco, como relação desprotegida, devendo ser iniciada o mais rápido possível e mantida por 28 dias, com acompanhamento por pelo menos 90 dias. Ambas as estratégias estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), e os locais de acesso podem ser consultados aqui.

Panorama em Alagoas

Os dados reforçam a necessidade de atenção contínua da população. Segundo levantamento da Sesau, em 2025 foram registrados 1.288 casos de HIV/Aids em Alagoas, além de 311 notificações de hepatites virais e 3.643 ocorrências de sífilis.

A Sesau destaca que HIV/Aids, hepatites virais e sífilis são doenças de notificação compulsória. Isso significa que todos os casos diagnosticados devem ser obrigatoriamente informados pelos profissionais de saúde no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), o que é fundamental para o mapeamento da situação epidemiológica em Alagoas e no Brasil.