Alagoas

IML de Arapiraca solicita exames toxicológicos para esclarecer causa da morte de professor da UFAL

Resultado de exames laboratoriais será decisivo para apontar motivo do falecimento de Carlos Alberto, coordenador do curso de Medicina em Arapiraca.

Aarão José / Ascom Polícia Científica 10/02/2026
IML de Arapiraca solicita exames toxicológicos para esclarecer causa da morte de professor da UFAL
Equipe pericial realiza investigação na residência do professor da UFAL, em Arapiraca. - Foto: Ascom PCAL

A Polícia Científica de Alagoas permanece empenhada em esclarecer a morte do professor Carlos Alberto de Carvalho Fraga, de 38 anos, docente da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e coordenador do curso de Medicina no Campus Arapiraca. O médico legista Guilherme Paiva, do Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca, responsável pela necropsia, informou que o corpo não apresentava sinais de violência física. Diante disso, foram solicitados exames complementares para determinar a causa do óbito.

“Amostras de materiais biológicos foram coletadas e encaminhadas ao Laboratório Forense, onde passarão por exames toxicológicos”, explicou o médico legista.

Segundo Paiva, os resultados desses exames serão fundamentais para esclarecer as circunstâncias da morte e identificar se houve algum fator externo ou clínico que tenha contribuído para o falecimento. A Polícia Científica aguarda a conclusão das análises laboratoriais para emitir o laudo cadavérico definitivo.

Perícia no local

Carlos Alberto foi encontrado morto na manhã de segunda-feira (9), dentro de sua residência, no Residencial Pedro Tertuliano, bairro Massaranduba, em Arapiraca.

Uma equipe do Instituto de Criminalística do Agreste realizou a perícia técnica no local. De acordo com a perita Isadora Davi, todos os recursos disponíveis foram utilizados para a coleta de vestígios, que serão encaminhados para exames periciais complementares nos laboratórios forenses do Instituto de Criminalística da capital, assegurando o rigor na preservação da cadeia de custódia.

Além da coleta de vestígios biológicos e químicos, também foram obtidas impressões digitais (vestígios papiloscópicos) com o uso do equipamento ForenScope CSI Pro 3, tecnologia recentemente incorporada ao trabalho pericial em Alagoas.