Alagoas
Procurados em Alagoas, traficantes são rastreados no Complexo do Alemão
Cartaz do Disque Denúncia aponta presença de líderes do Comando Vermelho no RJ; articulação revela avanço do crime interestadual
Dois dos criminosos mais procurados de Alagoas, com extensa ficha criminal e ligação direta com o Comando Vermelho, foram localizados pelas forças de segurança no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (4) pelo Disque Denúncia, que lançou um cartaz com pedido de informações sobre os foragidos.
Os alvos são Kayo Nascimento de Magalhães, conhecido como “99”, “Cabra” ou “Rafinha”, de 25 anos, e José Emerson da Silva, o “Nem Capenga”, de 41. Apontados como chefes do tráfico de drogas em diversas regiões de Alagoas, os dois estariam abrigados sob a proteção de Luciano Martiniano da Silva, o “Pezão”, uma das lideranças do Comando Vermelho na Zona Norte do Rio.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública de Alagoas (SSP/AL), “Nem Capenga” foi responsável por enviar um fuzil T4 da marca Taurus do Rio para Maceió, escondido dentro de uma máquina de lavar. A arma foi apreendida em junho deste ano no bairro da Cambona, durante uma operação conjunta entre forças alagoanas e fluminenses.
Já Kayo Nascimento tem atuação conhecida em Rio Largo, Satuba, Santa Luzia do Norte e áreas periféricas de Maceió. Ambos possuem sete mandados de prisão preventiva por crimes como tráfico de drogas, homicídio, latrocínio e lesão corporal. As ordens judiciais foram repassadas ao sistema de segurança do Rio de Janeiro.
A operação que busca capturá-los envolve uma força-tarefa entre SSP/AL, SSP/RJ, Gaeco, Draco, Polícia Civil e Polícia Militar dos dois estados. Os órgãos de inteligência acreditam que os criminosos tenham papel central na expansão das atividades do Comando Vermelho no Nordeste.
O Disque Denúncia do Rio reforçou os canais para recebimento de informações: os telefones (21) 2253-1177 e 0300-253-1177, o WhatsApp (21) 2253-1177 e o aplicativo oficial da plataforma.
A presença de líderes do tráfico alagoano em redutos estratégicos do Rio acende o alerta para a crescente integração entre facções nas regiões Sudeste e Nordeste. A SSP reconhece o desafio imposto pela estrutura interestadual do crime organizado e afirma que o combate está sendo intensificado com reforço na inteligência e na cooperação entre estados.
Para as autoridades, o caso simboliza um novo perfil do crime em Alagoas: mais articulado, fortemente armado e em conexão direta com grandes centros do tráfico nacional.
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