Alagoas

Correios em Alagoas decidem aderir à greve nacional, que é por tempo indeterminado

Cinara Corrêa com agências 08/08/2024
Correios em Alagoas decidem aderir à greve nacional, que é por tempo indeterminado
Correios - Foto: Divulgação/Agência Brasil

Em assembleia que aconteceu na noite desta quarta-feira, 07, os funcionários dos Correios em Alagoas decidiram aderir à greve nacional da categoria. A paralisação foi deflagrada após a rejeição da proposta de reajuste salarial apresentada pela direção nacional da empresa e a greve é por tempo indeterminado.

A oferta inicial incluía um aumento de 6,05% nos salários a partir de janeiro do próximo ano e um reajuste de 4,11% nos benefícios, a partir deste mês. Os trabalhadores consideraram a proposta insuficiente e mostraram insatisfações, como a falta de respeito à data-base e o aumento do valor do plano de saúde, que resultou na suspensão do serviço por muitos funcionários.

A expectativa em Alagoas é que não haja adesão total à greve, mas, em todos os setores terão funcionários paralisados. Os Correios informaram que as operações seguem normalmente em todo o país nesta quinta-feira, com agências abertas e todos os serviços disponíveis. A empresa remanejou profissionais e está realizando horas extras para cobrir as ausências causadas pela greve.

Os Correios também ofereceram um aumento de 20% para os empregados que trabalham como motociclistas e motoristas. Também foi proposto o pagamento de um vale-alimentação/refeição extra de R$ 50,93, em agosto e dezembro deste ano, para empregados com remuneração de até R$ 7,3 mil, além do tradicional “vale-peru” de R$ 1.120,47, que é pago em dezembro de 2024.

Com relação ao plano de saúde, a empresa está em processo de alteração do regulamento para reduzir a coparticipação de 30% para 15%, com implementação prevista para o próximo mês, após ajustes necessários.

As negociações entre os Correios e os sindicatos continuam, com ênfase à anistia e revisão de processos administrativos, atendimento psicossocial para vítimas de assédio, ampliação de licenças paternidade e adoção, aumento do tempo de amamentação para lactantes, incentivo à participação de mulheres na liderança da empresa, e suporte a empregadas vítimas de violência doméstica.