Alagoas
Fonoaudiólogos do Hospital Metropolitano de Alagoas alertam para riscos de engasgos
Em
alusão ao Dia Nacional de Atenção à Disfagia, que ocorre nesta quarta-feira
(20), a equipe de fonoaudiólogos do Hospital Metropolitano de Alagoas, em
Maceió, faz um alerta sobre os riscos que a dificuldade de engolir alimentos e
líquidos pode trazer à saúde. Entre os principais fatores para o
desencadeamento deste problema estão o envelhecimento natural de estruturas
envolvidas na deglutição, como lábios, língua e bochechas, bem como doenças
neurológicas, a exemplo do Parkinson, Alzheimer e o Acidente Vascular Cerebral
(AVC), distrofias musculares e câncer de cabeça e pescoço.
Conforme orientou a fonoaudióloga do hospital, Renata Rodrigues, a disfagia é a condição secundária a um fator de base, como problemas neurológicos, mecânicos ou mesmo do envelhecimento e que, a depender do grau, pode trazer complicações ao estado clínico. “Independente de faixa etária, todos podem ser atingidos pelo problema, sendo os idosos e as crianças, especialmente os bebês, os grupos mais vulneráveis”, alertou a especialista.
O risco de disfagia também aumenta na fase da maturidade. O problema pode acometer de 16% a 22% da população acima dos 50 anos. Por isso, a fonoaudióloga reforça que o corpo humano passa por mudanças fisiológicas à medida que envelhece, incluindo transformações na maneira que se engole alimentos e líquidos.
“Por isso, engolir alimentos, tanto sólidos quanto líquidos, ou mesmo saliva, pode se tornar mais desafiador com o passar da idade. E, para pessoas com comorbidades como o AVC, por exemplo, as chances de sofrer de disfagia são ainda maiores”, alertou Renata Rodrigues.
Campanha Interna
E, na busca da sensibilização de pacientes, profissionais de saúde e sociedade em geral, na manhã desta quarta-feira (20), a equipe de fonoaudiologia do Hospital Metropolitano de Alagoas percorreu as Unidades de Terapia Intensivas (UTI’s), a Unidade de AVC e as Enfermarias, conscientizando sobre os riscos e prevenção da temática e reforçando a importância do conhecimento e cuidados aos pacientes.
Como prevenção, a equipe orientou observar estado de alerta, postura corporal e uso correto de utensílios no momento da oferta de alimentos, líquidos e medicamentos, oferecendo condição segura de deglutição.
“Assim, recomenda-se estar atento aos sinais da disfagia e reconhecer a necessidade de buscar o profissional habilitado, ou seja, o fonoaudiólogo, para avaliar e sugerir dicas de alimentação segura”, orientou Renata Rodrigues, ressaltando a importância da atuação multidisciplinar para identificar a condição e favorecer a melhora do quadro clínico do paciente.
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