Alagoas
Renan Calheiros diz que é o momento mais importante da sua trajetória parlamentar; “vitória das mais de 150 mil vítimas”
Autor da proposição para a criação da CPI da Braskem, o senador alagoano, Renan Calheiros (MDB), comemorou o início dos trabalhos no Senado Federal, nesta quarta-feira, 13.
Nas redes sociais, Renan destacou: “A CPI para investigar o crime ambiental da Braskem foi instalada. Será um trabalho técnico e humanitário. A CPI é uma vitória das mais de 150 mil vítimas, além de ser o momento mais importante da minha trajetória parlamentar”.
A CPI terá a responsabilidade de apurar a responsabilidade jurídica e socioambiental da empresa Braskem em relação ao afundamento do solo de Maceió, provocada pelas atividades de mineração da companhia.
A Comissão elegeu o senador Omar Aziz (PSD-MA) como presidente e Jorge Kajuru (PSB-GO) como vice-presidente. O relator ainda será designado por Aziz, mas já existe um acordo para que não seja nenhum parlamentar de Alagoas e nem da Bahia, onde a petroquímica tem forte presença.
A instalação aconteceu após muitas conversas entre senadores. Todos os membros do colegiado foram indicados. São 11 titulares e 7 suplentes.
O início das atividades da CPI está previsto para depois de fevereiro, segundo o senador Otto Alencar (PSD-BA), que presidiu a primeira sessão.
Há anos bairros de Maceió foram considerados áreas de risco, por causa do afundamento do solo, causado pela escavação de minas para extração de sal-gema — um cloreto de sódio utilizado para produzir soda cáustica e policloreto de vinila (PVC). O trabalho é de responsabilidade da Braskem. As áreas de risco já foram evacuadas. No fim de novembro, o solo voltou a ceder na região da mina 18, bairro Mutange. No domingo, houve rompimento da mina na Lagoa Mundaú.
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