quinta-feira, 02 de dezembro de 2021

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Um bom filho à casa torna: Zecabega volta ao Teatro Deodoro para expor suas pinturas

Por Hannah Copertino

Mostra “Paredes de Zecabega” será aberta na quarta-feira (29/09), às 17h, no Café da Linda, com entrada gratuita. Fotos: Hannah Copertino

Sua última exposição, no Teatro Deodoro, foi nos anos 90. Agora, cerca de duas décadas depois, o artista Zecabega volta à casa para mostrar seu trabalho mais recente de pinturas na exposição “Paredes de Zecabega”, que será aberta nesta quarta-feira (29/09), às 17h, no Café da Linda, no foyer do Deodoro, Centro de Maceió. A abertura contará com a música do alagoano Bruno Berle no formato voz e piano. Na ocasião, também haverá recital de poesias de autoria do Zecabega. A entrada é gratuita.

“É com grande alegria que abrimos a exposição do artista Zecabega e convidamos o público. Esta mostra seria aberta em 2020, mas não foi possível, devido à pandemia. Agora, retomamos o nosso projeto com o artista, com todos os cuidados necessários, e é gratificante poder reabrir as portas das nossas casas com muita arte e cultura”, observou a diretora-presidente da Diteal, Sheila Maluf.

As visitas podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 11h às 18h. Nos dias de espetáculos nos teatros, fins de semana e feriados, o Café da Linda segue os horários dos eventos. Com aproximadamente 10 pinturas, o artista apresenta seus traços peculiares, cores leves e a alegria da arte em suas obras. Aos 64 anos de idade, sendo quase 60 dedicados à arte, Zecabega retorna para a casa, onde já fez diversos shows e expôs suas pinturas para mais um reencontro com o público.

“Estar retomando a temporada de exposições de artes visuais no Café da Linda é mais uma ação importante para trazer de volta o vigor de um espaço que se tornou, além de um ponto de encontro para degustar a gastronomia, um equipamento cultural recebendo música, literatura, artes cênicas, visuais, entres outras manifestações. Mas, falemos agora do Deyves, o Zecabega, que há algum tempo vem criando e, inclusive, “colecionando” trabalhos visuais, que resultaram em uma série com identidade própria, apesar de ter sido construída aos poucos. Nos chegam, através das pinturas, os olhares e as faces diversas, delicadamente colocadas em telas, que permitem ao público uma infinidade de interpretações, mas que ficam muito evidentes que o artista, ali, está refletindo suas paixões e seus encontros pela estrada da vida,  sendo sereno nas cores e usando a ausência delas para destacar os seus traços tornando-os protagonistas da obra.

Para o artista, é uma felicidade poder voltar à casa que considera como sua. “Que bom que a gente está podendo retomar, que agora está sendo possível abrir a exposição. O Teatro Deodoro é uma casa que eu sempre frequentei. Estou muito feliz, o sentimento é de alegria”, revelou o artista Zecabega.

Sobre o artista:

Deyves herdou o amor pela arte de sua família. Natural de União dos Palmares, é filho do Zeca, integrante da Circulista, primeira escola de samba da cidade. Seu nome artístico, Zecabega, faz uma homenagem ao pai e à filha Beatriz. Autodidata, deu identidade própria às suas obras. Apaixonado por histórias em quadrinhos desde criança, começou a rabiscar ainda na infância, a partir dessa sua maior referência.

Ao ir mais afundo em seu encanto pela arte de uma maneira geral, tendo como maiores paixões a música e a pintura, em seus estudos, descobriu inspirações como Salvador Dalí, no Surrealismo, de Anita Mafaltti, na Arte Moderna, além de observações também na Arte Naif, Arte Popular… Um artista eclético, Zecabega desenha, pinta, canta e compõe. Foi na universidade que começou a participar de festivais de música e a trabalhar fazendo pinturas.

Assim, foi florescendo o artista ZecaBega, com boas doses de criatividade, talento e identidade. Autor de um trabalho com marcas próprias e forte presença do figurativo, ZecaBega deu origem a suas pinturas e foi muito além das telas, também produz em cartazes e muros da cidade. Para quem conhece sua arte, fica fácil identificar as marcas de Zecabega e de seus personagens.

“Tem uma frase que ouvi do Nelson da Rabeca: “a gente nunca tá aprendido de tocar”, no caso da música. Essa frase me marcou porque a cada coisa que você faz, vai sempre aprendendo”, reflete o artista, apaixonado também pela tecnologia.


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