sábado, 25 de setembro de 2021

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A Saga dos Veiga

Por Laurentino Veiga

No majestoso Livro do primo-irmão Judá Fernandes de Lima, um genuíno Tangerino (2002), encontra-se A Saga dos Veiga, fruto de acurada pesquisa in loco na Terra de Camões, Eça de Queiroz e Fernando Pessoa: Tudo vale a pena quando a alma não é pequena. Por isso, Dr. Judá merece encômios pelo empreendimento literário em prol dos clãs Veiga/Teixeira/Fernandes/Vasconcelos/Costa. A sua versão tem credibilidade pela densidade histórica.

No citado livro, vê-se a origem verdadeira, o Brasão da Família Veiga na íntegra: “O Mais antigo dos Veiga foi João Esteves da Veiga, rico-homem, Senhor de Salvaterra de Magos, Montargil, Vila Nova de Monçarros, Vacariça, e se chamou da Veiga por seu pai ter o senhorio de toda a Veiga de Santa Maria, sobrenome que perdurou nos descendentes, tendo desta forma originado a Família dos Veiga, Família está de vários ramos com nobreza, com direito a Brasão de Armas, entre elas os Veiga de Vila Viçosa, os Veiga Nápoles. O Brasão de Armas de João Esteves da Veiga foi concedido por Dom João I, Rei de Portugal em 1.430”.

O pioneiro lusitano Lourenço Ferreira de Melo Sucupira da Veiga, aportou no Valle do Parayba nos idos de 1838. Adquiriu léguas de terra ao padre Manoel Marques. Edificou a Capela São Lourenço anexa à Casa-Grande com seu famoso Sobradão. Morrendo, deixou que seu primogênito Luís Veiga de Araújo Pessoa (meu bisa), desse continuidade aos bens, isto é, a pecuária intensiva, bem como fizesse prosperar o engenho de beneficiamento de algodão.

Perecendo repentinamente, seu filho mais velho José Luís da Veiga Lima (Capitão Cazuza), meu avô paterno, viúvo pela primeira vez, casou-se com minha avó Josefa Teixeira de Vasconcelos Lima (Dona Moça -1834-1908). Durante doze anos de matrimônio, deixou sete filhos na orfandade: Luís Veiga, Antonina (Nina), Mário Veiga, Maria Veiga Sandes, Gertrude Magna (genitora do autor), Romeira, e, finalmente, Maria Veiga Rocha, minha saudosa mãe que se encontra noutra dimensão.

Quando nasci em 03 de fevereiro de 1946, a então Villa de Paulo Jacinto, fundada pelo meu trisavô lusitano, pertencia a Quebrangulo, terra do famoso escritor Graciliano Ramos, desmembrando-se no dia 2 de dezembro de 1953. À época, tinha como prefeito o saudoso professor José Aurino de Barros, pai do falecido professor e economista Djalma Barros, proprietário da Casa do Colegial. As reminiscências me fizeram voltar ao tempo de adolescente. Na década de sessenta, aportei na bela Maceió a fim de dar continuidade a minha educação.

Ao escritor Dr. Judá Fernandes de Lima, filho ilustre de Viçosa, radicado na próspera Arapiraca, saúdo pela feliz iniciativa trazendo à tona a historicidade de nossos ancestrais. Aliás, tornou-se sua obra fonte de pesquisa permanente às novas e futuras gerações do clã dos Veiga de Paulo Jacinto.

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