sexta-feira, 22 de Janeiro de 2021

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Em novo emprego, Moro lidará com recuperação judicial da Odebrecht e da OAS

Por Guilherme Mendes

Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) realiza audiência pública interativa para ouvir o ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública, sobre informações e esclarecimentos a respeito das notícias veiculadas na imprensa relacionadas à Operação Lava Jato. rrFoto: Pedro França/Agência Senado

O ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sergio Moro foi anunciado na noite de domingo (29) como novo diretor-geral da Alvarez&Marsal, um dos maiores escritórios do planeta em termos de recuperação judicial e gestão de ativos. Na carteira de clientes da empresa estão a Odebrecht e a OAS, empreiteiras que estão em grave situação financeira justamente por conta da Lava Jato, que Moro julgou enquanto juiz.

A Odebrecht – cujos diretores passaram pelo julgamento da 13ª Vara Federal de Curitiba – ingressou com pedido de recuperação judicial em maio de 2019, enquanto o pedido da OAS vem de 2015. Ambos sob responsabilidade do escritório de origem norte-americana, assim como o grupo Atvos, nome atual da Odebrecht Agroindustrial.

O comunicado teria vazado no domingo à noite, durante a apuração, em um perfil do LinkedIn ligado à empresa – o anúncio, em inglês, foi apagado pouco depois. Nesta segunda-feira, um comunicado no site do escritório confirmou a contratação – Moro ocupará a vaga de diretor na área de Disputas e Investigações.

“A contratação de Moro está alinhada com o compromisso estratégico da A&M em desenvolver soluções para as complexas questões de disputas e investigações, oferecendo aos clientes da consultoria e seus próprios consultores a expertise de um ex-funcionário do governo brasileiro”, justificou o escritório em comunicado.

Pouco depois, o próprio Moro confirmou a informação:

O escritório também é responsável por processos de recuperação de empresas como a Avianca, Livraria Cultura. No passado, a empresa também fui responsável pela recuperação judicial da Editora Abril.

Moro, que tinha intenções de integrar o Supremo Tribunal Federal (STF) enquanto era ministro da Justiça de Jair Bolsonaro, passou a cogitar sua candidatura à presidência da República em 2022. Antes do anúncio da Alvarez&Marsal, Moro – um dos principais nomes da Operação Lava Jato – era um dos nomes cotados pela direita para concorrer no pleito daqui a 23 meses.

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