quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Notícias

In:

À mestra

Por Laurentino Veiga

A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer – Graciliano Ramos – ex-prefeito de Palmeira dos Índios, autor do livro Vidas Secas(1892-1953). Quando nasci na minha Paulo Jacinto (1946), avila pertencia à Quebrangulo. Desmembrou-se da terra-mãe do Mestre Graça em 2 de dezembro de 1953.Historicamente, sou conterrâneo do preclaro coestaduano.

A mestra Ruth Freitas de Assis Nunes, professora emérita da Universidade Federal de Alagoas, casada com o médico veterinário Paulo Bezerra, notabilizou-se na área da Educação, especializando-se em Sociologia direcionada às crianças e adultos. Empreendeu pesquisa acurada transformando-a no belíssimo livro intitulado Solidariedade Educacional. Dedicando-o à sua filha especial, Paula Ruth Yaponira, fruto do amor conjugal que a mantém viva com sua dedicação extremada.

Diga-se de passagem, teve como mestres: Paulo Freire, Darci Ribeiro, Rubem Alves, Cristovam Buarque, Anísio Teixeira. Símbolos da Educação Nacional que a inspirou a escrever uma obra direcionada às novas e futuras gerações. Sinal de que levou a sério seu lindo ofício no ensino médio e superior a serviço da sociedade como um todo. Tive a honra de ter sido seu discípulo na disciplina Sociologia. Dela aprendi que somente a Educação é possível transformar uma Nação.

No índice da obra em epígrafe, nota-se as temáticas a saber: Educação como função social, O Caminho, o Aprendiz, O Mestre, Identidade Educacional, Participações Civis, O Lugar, Competências Humanitárias, Ética humanística, Seres de Expressões, Certeza da Incerteza, Claridade Própria, Acreditamos, pois é preciso acreditar!, Todos somos um, Direito ao Conhecimento, Flor Silvestre, Vida escolar – 1951, Educação Inclusiva, Educação Pública e Tecnologia, Poetizando a Educação como o pré-sal, O povo diz: mexeram no nosso queijo.

Inseriu na sua obra revolucionária, Diálogo Social, Desigualdade Histórica, Solitária Esperança, Soberania Educacional, Os miosótis  Educacionais, Educação Crepuscular, Educação como poesia, Plano Nacional de Educação, Direito à Educação real, O dever de Educar, Educação: uma necessidade essencial, Ideologia de gênero, Educação agonizante, Luz na Educação,O FUNDEB, Vocabulário Onomástico – Das cadernetas escolares à vida social, Nomes com frutas, Nomes para os dois sexos, Nomes ligados aos minerais, Sobrenomes com animais, Sobrenomes ligados à natureza, Sobrenomes ligado às divindades, Nomes com as Marias de Nossa Senhora, Nomes com lugares do mundo e Sobrenomes exóticos.

No dizer do jornalista Ênio Lins: Educar é a questão. Ruth Freitas não considera a hipótese de “ou não educar” cabível numa formulação inspirada em Shakespeare e sua famosíssima fala, dita pela boca do atormentado protagonista, na Cena 1do 3 Ato de Hamlet”.

A autora, por sua vez, sentencia: “O analfabetismo no Brasil, dos que estão fora da escola e dos que estão dentro dela, é uma interminável cerimônia de celebração da ignorância, da dor e das lágrimas”.

À mestra com carinho, traduz o reconhecimento de sua competência, e, ao mesmo tempo, exalta sua produção que servirá de exemplo aos dirigentes municipais, estaduais e nacionais. Tratar a educação sem prioridade significa o atraso nas aspirações pessoais e, sobretudo, do povo sofrido brasileiro.

Compartilhe:

Comente no Facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *