quarta-feira, 23 de setembro de 2020

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Em ‘A vida é bela’, o amor de um pai pelo filho

Qual era a chance de duas Doras e dois Josués concorrerem ao Oscar de melhor filme estrangeiro – hoje seria internacional – no mesmo ano? Pois ocorreu, em 1999. Dora, a escrivinhadora da Central do Brasil, leva o garoto Josué numa viagem de descoberta para ambos. Fernanda Montenegro foi indicada para melhor atriz, o longa de Walter Salles perdeu o Oscar para A Vida É Bela, de Roberto Benigni.

O amor de um pai, Guido, pela mulher e o filho. Dora e Giosué. O filme é a especialíssima atração deste domingo, 9, Dia dos Pais, às 22h, no Telecine Cult. De cara, na direção de um carro desgovernado, Guido, o próprio Benigni, avança sobre a multidão de fascistas. Tenta adverti-los, mas o gesto desesperado com o braço é confundido com a saudação a Mussolini. É trágico, e é cômico.

Há algo de Chaplin em Guido. Quando a família vai para o campo de extermínio, o pai começa a contar histórias e a tecer fantasias para salvaguardar o filho do horror. Há mais de 20 anos, esse filme provoca polêmica. Uma comédia sobre o Holocausto? Alguns críticos acharam desrespeitoso, mas Benigni talvez tenha aberto o caminho para Jojo Rabitt. O amor de Guido por Josué inunda este Dia dos Pais. O filme venceu também os Oscars de ator (Benigni) e trilha (Nicola Piovani). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Autor: Luiz Carlos Merten
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