sexta-feira, 03 de julho de 2020

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Há dez anos Alagoas perdia Geraldo Sampaio

Por Redação

Geraldo Sampaio, palmeirense que se destacou na política desde a década de 50

Geraldo Sampaio faleceu em 11 de abril de 2010 com 82 anos.

O palmeirense destacado militou na política alagoana desde a década de 50, quando chegou à Assembleia Legislativa e foi um dos participantes do famoso impeachment do Governador Muniz Falcão.

Na Assembleia Legislativa foi de sua autoria o Projeto de Lei da criação dos municípios de Igaci, Belém e Minador do Negrão.

Sampaio assumiu ainda uma cadeira na Câmara Federal, antes de ingressar no Tribunal de Contas de Alagoas como Conselheiro onde chegou à presidência. Empresário do ramo de comunicação, Geraldo inaugurou a TV Alagoas na década de 80 e abriu sua emissora para o debate democrático contra a ditadura.

Sempre atuante na política – mesmo que nos bastidores durante o período em que ocupou uma cadeira no TCE – Geraldo influiu decisivamente em diversos pleitos na capital ajudando nomes como Sabino Romariz, Cristhiano Mateus e Cícero Almeida em Maceió e no interior, especialmente em Palmeira dos Índios, onde elegeu seu irmão Gileno Sampaio, prefeito em 1988.

Após aposentar-se no Tribunal de Contas, Geraldo foi eleito vice-governador na chapa de Ronaldo Lessa em 1998, militando sempre pelo Partido Democrático Trabalhista, o PDT.  Candidatou-se ainda ao senado e ao governo em eleições posteriores, mas não logrou êxito.

Ex-governador, ex-deputado e ex-presidente do Tribunal de Contas de Alagoas, sempre teve destaque na política alagoana.

Em seu sepultamento diversas personalidades prestaram a última homenagem ao “velho” Geraldo Sampaio.

Sepultado, no Cemitério São Gonçalo, no jazigo pertencente à família, com a presença de empresários e políticos de várias correntes ideológicas, o governo estadual e a prefeitura de Palmeira dos Índios na ocasião decretaram luto oficial por três dias.

Teotonio Vilela Filho (PSDB) disse na ocasião que a morte de Geraldo Sampaio deixava uma lacuna na política alagoana. “Ele era um político diferente, que fazia política de um modo que deve servir de exemplo para todos, porque ele sempre procurou dar sua contribuição e deixar sua assinatura em tudo que fazia. Geraldo era um homem de grandes sonhos e a vida inteira lutou para realiza-los”, ressaltou.

 “Ele quis voltar para a sua terra e ser sepultado no cemitério municipal, junto com a mulher (Cacilda) e os pais”, disse um dos filhos na ocasião justificando por que o empresário não foi sepultado no Cemitério Parque das Flores, um dos patrimônios da família, fundado por ele.

“Ele não era de esquerda. Sempre foi um liberal. Era na sua TV onde ecoavam os discursos de políticos como Ulisses Guimarães, Tancredo Neves, o velho Teotônio Vilela”, relatou o ex-governador Ronaldo Lessa, que sucedeu Geraldo Sampaio na presidência do PDT em Alagoas, partido que o empresário fundou no Estado.

“Tivemos uma convivência muito salutar no Tribunal de Contas. Como presidente, ele era sempre muito sereno e linear. Era conselheiro do Tribunal de Contas e de todos os amigos. Já sinto a sua falta”, disse na época o também já falecido conselheiro Luiz Eustáquio Toledo, que o sucedeu na presidência do TC.

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