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Ano – Novo

20/01/2017
Ano – Novo

Eis que já chegou o ano novo de 2017! E o dia 1º de janeiro é chamado o Dia Universal da Paz e da Fraternidade Universal. Sabemos, porém, que há grande mortandade, quanto se mata neste mundo! Milhões de seres humanos que fogem da sua querida terrinha natal, deixando tudo para trás, porque a violência obriga a isso.

E os refugiados bastas vezes são repelidos e nos lugares onde são acolhidos, às vezes não há mais condições para se receberem novos refugiados. É algo doloroso e muito triste. Estamos e muito longe de dizer que, pelo menos por um dia, há paz universal.

O dia 1º janeiro é, como já foi dito, Dia da Fraternidade Universal. Como seria bom que os seres humanos tivessem consciência de que todos somos irmãos. Mas irmãos que se amam e não novos discípulos de Caim. Irmãos que se odeiam, irmãos que se matam, irmãos que se ignoram. Que haja uma trégua nessa selvageria e surja, junto aos seres humanos, uma Paz abençoada e que vigore a consciência de que somos filhos do mesmo Pai que está nos céus.

Quanto aos cristãos católicos, o dia 1º de janeiro, que é o primeiro dia do ano deve ser considerado como um dia dedicado à Santa Mãe de Deus, que é Maria Santíssima.

É certo que a parte mais importante da Liturgia é o Mistério Pascal da redenção operada por Cristo. Paralelamente ao mistério pascal, a liturgia apresenta nossos irmãos na fé: os santos que já se foram para a eternidade. Convém observar que o Calendário dos Santos abre-se, no dia 1º de janeiro, com a festa de Maria Santíssima, no mistério da sua Maternidade.

Quando Maria disse: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo tua palavra”, estava realizado o mistério de maternidade divina. E o Concílio Ecumênico, o 3º da história da Igreja, declarou que realmente Maria Santíssima é a Mãe de Deus.

O poeta Dante deixou na “Divina Coméda” estes versos: “Virgem Mãe, filha do teu filho / humilde e grande, mais que qualquer outra criatura / Tu és aquela que de tal modo nobilitou a natureza humana, / Que o Criador não desdenhou tornar-se tua criatura”.

Com as bênçãos do Pai Celeste e sob a proteção daquela que é a Mãe de Deus e Mãe de todos nós, ainda que várias denominações cristãs não queiram aceitar, procuremos ver concretizado o desejo do saudoso João Paulo II, quando de sua despedida do Brasil, assim se expressou: “Queira Deus que nesta Terra de Santa Cruz possa reinar a paz, inspirada pela justiça e pela solidariedade humana”.
Indiscutivelmente devemos cultivar a teimosia da esperança.

O poeta Dante deixou-nos esta frase: ”Lasciate ogni speranza, voi ch’ entrate”: (Deixai toda esperança, ó vós que entrais). Mas essa frase, conforme Dante, é a inscrição no portão do inferno. Contudo, o povo diz, por seu turno: Enquanto há vida, há esperança. E não estamos entrando no inferno. Consequentemente há razões para esperamos por tempos melhores. Alguns políticos aproveitadores dos cofres públicos já foram detectados. Alguns políticos eleitos prometem honrar os votos recebidos.

Já dizia Dionísio Catão: “Nas circunstâncias adversas, não percas a coragem: / Guarda a esperança: só a esperança não abandona o homem, mesmo na morte”.
Procuremos melhorar algo em derredor de nós mesmos. Essa é a obrigação de cada ser humano. Disse o Papa Francisco: “Não deixe que ninguém tire a sua esperança”.