| Projeto já formou 1.300 jovens em Maceió e vai ampliar população atendida, com 14 novas unidades na capital e 10 no interior até o final do ano
Através do projeto Telecentros BR, do Ministério da Ciência e da Tecnologia, o governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Ciência e da Tecnologia (Secti), vai ampliar, até o final deste ano, o atendimento de inclusão digital. O projeto aprovado pelo órgão federal em meados de abril contempla a instalação de mais 24 novos telecentros nas comunidades, sendo 14 deles em Maceió e dez no interior de Alagoas.
Com contrapartida de R$ 60 mil, o Estado vai oferecer toda a estrutura física para acomodar os cerca de dez computadores, mobília, impressoras, data-show e outros equipamentos fornecidos pelo Ministério. Em Maceió, o convênio de inclusão digital vai chegar aos bairros de Santos Dumont, Colina, Jacintinho, Eustáquio Gomes, Bebedouro e Pajuçara, entre outros, e vai atender a população carente.
Entre os municípios que serão beneficiados com o projeto, estão Marechal Deodoro, Batalha, Viçosa, Rio Largo, Coruripe, Santana do Ipanema e Penedo. Para a coordenadora de Inclusão Digital do Estado, Maria da Conceição Carvalho, o projeto não trabalha apenas a inserção de jovens e adultos no mundo tecnológico, mas também atua na sua inclusão social e profissional da população atendida.
“O nosso Estado estava muito atrasado na inclusão digital. A maioria das pessoas depende de um curso básico de informática para entrar no mercado de trabalho. Agora, com esse novo projeto, vamos tentar recuperar o tempo perdido e permitir que os nossos jovens e adultos alcancem a forma mais rápida de se capacitar”, destacou a coordenadora.
Projeto piloto – Pelo menos três telecentros instalados de Maceió estão rendendo bons frutos dentro da Superintendência de Ensino Profissionalizante (Suepro), localizado no Cepa. A Secretaria de Estado da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (Secti) comemora um ano de sucesso do projeto piloto que oferece todos os dias aulas de inclusão digital, nos três turnos, a alunos de vários bairros da periferia da cidade.
Estes primeiros Centros de Capacitação e Formação de Monitores estão localizados na Escola de Cegos Ciro Accioly, no Centro, e na Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB), em Ipioca. No espaço do Cepa, existem alunos de todas as idades e muitos deles estão estudando pela primeira vez os conceitos básicos da informática. É o caso do estudante do 3º ano da escola Moreira e Silva, Alisson Rivaldo, 17.
“Estou aqui para me qualificar e estar bem preparado para o mercado de trabalho. Minha mãe é a pessoa que mais me incentiva para estudar informática. Aqui, aprendo os passos para me tornar o próximo monitor de turma”, disse o aluno, que já está na reta final do curso. Segundo a coordenadora do Projeto de Inclusão Digital, Maria da Conceição, cerca de 1.300 alunos já estão formados e mais de 60 trabalham como monitores ou em lojas de informática.
Inscrição – Quando a Secretaria de Estado da Ciência e da Tecnologia (Secti) anuncia que as inscrições para participar dos cursos estão abertas, as pessoas que moram no entorno dos telecentros fazem fila. Para as vagas que foram abertas no mês de abril, existem cerca de 2 mil pessoas na lista de espera. E essas aulas estão previstas para começar apenas no final do mês de agosto.
Novas vagas serão abertas em setembro
Mas ainda haverá oferta de vagas até o final do ano. No dia 1º de setembro, serão abertas novas inscrições. Os interessados em participar dos cursos de informática já podem providenciar toda a documentação necessária: xerox e original da carteira de identidade, CPF e do comprovante de residência. “Para fazer a inscrição é muito fácil. Gostaríamos de ter a mesma quantidade de telecentros como temos de inscritos”, comentou Maria da Conceição.
A professora do curso de Capacitação e Formação de Monitores do Cepa Ely Daiane Gomes, 28, afirma que o curso tira todas as dúvidas dos jovens e adultos, deixando-os mais seguros de seus exercícios. “No geral, eles estão aprendendo muito rápido. São todos muito esforçados. Meu papel aqui é fazer com que eles concluam o curso sem nenhuma dúvida com os softwares das máquinas”, revelou.
E para provar que estudar e aprender realmente não tem idade, a auxiliar de enfermagem Rosângela dos Santos, 40, dedica-se às aulas e diz que seu único objetivo é ficar pronta para o mercado de trabalho. “Tenho uma idade um pouco aquém das oportunidades de mercado. O curso de informática vai me proporcionar qualificação, além de me deixar mais segura quando me perguntarem se sei mexer em word ou internet, porque agora eu posso dizer que sim, eu sei”, disse ela, emocionada.
Por: Agência Alagoas |