| O Partido dos Trabalhadores (PT) em Alagoas foi rebaixado a mero coadjuvante no processo eleitoral deste ano. Com nome forte ao Senado – o delegado da Polícia Federal Pinto de Luna – o PT recebeu ordem da direção nacional para detonar a candidatura própria e apoiar candidato de outro partido: Eduardo Bomfim, do PC do B. Como compensação indicaria o vice do pré-candidato a governador Ronaldo Lessa (PDT). O partido de Lula em Alagoas tem bons nomes para a vice: o próprio Pinto de Luna – rejeitado por Lessa e acusado de ser macumbeiro e forasteiro -, os deputados Judson Cabral e Paulão, Joaquim Brito – presidente do PT em Alagoas - e a professora e sindicalista Lenilda – na minha avaliação o melhor nome para compor na chapa com Ronaldo Lessa. Novamente o PT foi alijado da chapa majoritária para ceder espaço à filha de João Lyra, Lurdinha Lyra, atual vice-prefeita de Maceió. Assim, o PT vai perdendo espaço na política alagoana, tudo em nome de apoio à candidatura Dilma Rousseff (PT) a presidência da República.
Como mero coadjuvante, resta ao PT em Alagoas pleitear mandatos proporcionais: deputado estadual e federal. Mas já há um movimento entre os candidatos a Câmara Federal para afastar Paulão da chapa federal incentivando-o a disputar a reeleição. Só resta agora convencerem o PT de Alagoas a deixar disputa de mandato para as eleições municipais, ficando fora até da Assembléia Legislativa. Falta coerência do partido em defesa de seus ideais e respeito as suas bases. Essas bases exigem a candidatura de Pinto de Luna ao Senado da República. O PT é o partido do presidente Lula e não pode, nem deve em Alagoas ficar de fora da majoritária. Não vai aceitar ser um partido a reboque das demais siglas de sustentação do Governo Federal.
A reação das bases do PT? Vamos aguardar.
Lyra
O ex-deputado João Lyra (PTB) tenta convencer a filha, Lurdinha Lyra, a não aceitar indicação para vice do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT). Essa candidatura deixaria o pai em situação difícil, perante seu candidato a governador, Fernando Collor (PTB). Lyra, o João, é cotado para disputar o Senado na chapa de Collor.
Vice
Caso se concretize a candidatura Lurdinha Lyra para vice de Lessa, o pai, João Lyra, pode ser vice de Fernando Collor de Mello. Uma disputa entre pai e filha pode complicar a vida de ambos os candidatos: Lessa e Collor. A divisão dos que fazem oposição ao governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) deve favorecer a reeleição do candidato tucano.
Briga
Todo problema na frente de oposição a Téo Vilela (PSDB) começou comas pesquisas não oficiais indicando Heloísa Helena (Psol) e Ronaldo Lessa (PDT) na frente de Renan Calheiros (PMDB) para o Senado da República. Renan tratou de trabalhar a retirada de Lessa da chapa para o Senado.
Almeida
A primeira intervenção tirou Lessa da corrida para o Senado, convencendo-o a disputar o Governo de Alagoas. Aí alijou Cícero Almeida (PP) de sua pretensão em disputar o Governo. Causou a primeira insatisfação. E como conseqüência iniciou o processo da saída do PP da Frente. Benedito de Lira (PP) levou o partido a apoiar a candidatura Téo Vilela.
Collor
A segunda baixa da Frente foi à saída do PTB do senador Fernando Collor de Mello. Collor se lançou candidato ao Governo de Alagoas concorrendo com Lessa. As forças da Frente foram divididas por três: OPP foi para o lado de Téo Vilela; o PTB assumiu candidatura própria (Collor) e, as demais siglas ficaram com Ronaldo Lessa.
De Luna
O que restou da Frente alinhado a Lessa, corre risco de nova divisão: o PT insatisfeito coma “expulsão” de Pinto de Luna em sua candidatura ao Senado, agora pode perder também a vaga para a vice de Ronaldo Lessa. Mesmo “obrigado” a “engolir” as determinações da direção nacional, o PT alagoano pode rachar em sua base.
Base
A revolta é grande na base do PT alagoano. Essa base se nega a aceitar com a mesma resignação das lideranças estaduais do partido. Defendem o fortalecimento do partido coma disputa de Pinto de Luna para o Senado, ou pelo menos com um nome forte do partido para a vice de Ronaldo Lessa.
Camarão
A base do PT alagoano pode optar pelo que um dia foi chamado de “voto camarão”. Cortam a cabeça da chapa em Alagoas. Votam para presidente da República (Dilma Rousseff), para deputado federal e estadual. Não votam para governador nem para senador. É o voto “camarão” dos tempos do “voto vinculado”.
Desgaste
O pré-candidato Ronaldo Lessa está bastante preocupado como desgaste de tantos “problemas” no seu grupo político. Não bastasse a saída do PP e do PTB, a candidatura Collor, agora a crise com o PT. No PMDB também há problemas: os deputados Joaquim e João Beltrão declaram apoio a Collor.
Ú l t i m a s
- Jurei que não queria festa em meu aniversário, mas, a tive em dose dupla.
- Pela manhã os colegas da Rádio Difusora me surpreenderam com um bolo.
- À noite fui “raptado” por minha esposa, minha irmã e meu cunhado.Outra festa.
- Curti a noite ao som da bela voz da cantora Micheline e Banda no Be Cat Bar.
- Minha família é maravilhosa e graças a Deus não tenho do que reclamar.
- Muito obrigada também aos amigos que eu soube conquistar nessa vida.
- Foram muitos os votos de parabéns, por telefone, mensagens, pessoalmente, etc.
- Por hoje é o bastante. Fiquem com Deus e até a próxima semana aqui na Tribuna.
|