segunda-feira, 12 de novembro de 2018

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A UPA de Palmeira dos Índios

Não é de hoje que as reclamações sobre as prestações de serviços públicos pairam no ar de Palmeira dos Índios, tornando-o pesado e irrespirável. E apesar de o poder público não dar a mínima para as reclamações do povo deve-se notar que há casos que a emergência na resolução do problema transforma-se em escândalo.
Um desses interessantes casos é o do Hospital Regional Santa Rita, fechado há muito tempo. O povo passou a ser atendido na UPA 24h, onde há escabrosos relatos no atendimento médico.
Dia desses ouvi, pelo doente que não foi atendido adequadamente na tal UPA, que a Assistente Social atende e medica os doentes para que o médico de plantão não tenha o estresse de atender os pacientes. Pela primeira vez na vida descobri que Assistente Social assume o lugar do médico e a ação é tida como normal para os servidores municipais da saúde. Um caso escandoloso que põe a vida da população de Palmeira dos Índios e região em risco e que assume a normalidade como motivo para justificar tal prática, escondida dos órgãos fiscalizadores e reguladores competentes.
Como boa parte da população é pobre e analfabeta o caso passa bem longe da mídia.
O Hospital, fechado e falido, fica sem perspectivas para voltar a funcionar, continua sendo o elefante branco da mesorregião alagoana, onde a lei e a Ordem jamais alcança.
Não me admira que tanta gente morra por doenças tratáveis desde o século XIX.

A culpa, no entanto, não é tanto dos políticos e de suas falcatraus – uma por esquina -, mas do próprio povo que se vende por um prato de comida. É o que dizem: em terra de miseráveis quem tem batata é rei.

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