sexta-feira, 16 de novembro de 2018

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Uma grande tarefa

Para além da imprescindível batalha contra o golpismo em curso, urge a necessidade dos segmentos democráticos, progressistas, patrióticos encontrarem os caminhos que viabilizem a constituição de ampla frente política que aponte novos rumos à sociedade e ao País.

A luta contra o golpe que sequestrou o regime democrático e mais de 54 milhões de votos dos cidadãos brasileiros está associada à necessidade de se formular através de sólida frente nacional, democrática, um norte aos destinos da nação.

Porque é verdade que no Brasil de hoje, após o putsch que derrubou a presidente Dilma Rousseff, legitimamente eleita, também houve verdadeiro terremoto, que persiste, nas instituições da República descaracterizando o que há de positivo promulgado na Constituição de 1988 com suas virtudes, defeitos ou limitações.

A vida mostra que o País não alcançou a plena maturidade nas relações institucionais. A verdade, nua e crua, é que, entre nós, a democracia não está consolidada, muito pelo contrário.

Assim como a realidade indica que não há inteira garantia da soberania nacional, porque essa também se encontra ameaçada, hoje mais ameaçada que ontem, frente aos cenários provenientes de um quadro geopolítico profundamente instável e perigoso, das constantes investidas contra as nossas riquezas naturais, com nossas dimensões continentais e uma população que supera os 200 milhões de habitantes.

Inúmeros historiadores, jornalistas e forças políticas, têm reiteradamente declarado que não se pode falar em democracia perene no País enquanto existir o monopólio das comunicações no Brasil em mãos de poderosos grupos privados, associados e subalternos a interesses estratégicos do Mercado financeiro.

Tanto como não é possível afirmar que a soberania do Brasil encontra-se plenamente assegurada, quando esse capital rentista, associado a interesses escusos, especialmente dos EUA, agem, à luz do dia, contra a democracia, o País, como na atualidade.

Assim, a energia criativa do povo brasileiro, no sincretismo de raças que aqui viceja e que constitui singular unidade e diversidade num País continente, onde se fala uma só língua, sem movimentos separatistas, deve recuperar o contínuo histórico, várias vezes interrompido e retomado, através de um Projeto Nacional de Desenvolvimento Estratégico.

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