domingo, 18 de novembro de 2018

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Um cenário de crises

O Brasil vive uma encruzilhada Histórica. Os fatos demonstram que ela exige soluções de conteúdo estratégico favoráveis ao povo brasileiro, à nação.

Especialmente diante do cenário de crise dos fundamentos da economia mundial onde os indicadores apontam para uma estagnação crônica ou mesmo os riscos do estouro de uma nova bolha financeira, assemelhada ao cataclismo de 2008.

De outro lado, o imbróglio da sociedade norte-americana é visível nas rotinas sociais, as políticas refletidas na atual campanha eleitoral, a grande tensão cultural, a decadência industrial.

A violência em suas atividades cotidianas, constantes ataques perpetrados por psicopatas cujas variadas motivações, como o massacre em uma discoteca essa semana, não mais escode a desorientação civilizatória, o delírio da intolerância fanática.

Já o continente europeu vive gravíssima situação que se manifesta nas imensas ondas de refugiados, fruto de guerras de agressões contra nações africanas e o Oriente Médio, só comparáveis às multidões em fuga do nazi-fascismo durante a 2a Guerra Mundial.

Além disso é cada vez maior a insatisfação social contra os cortes nos direitos trabalhistas como o recente protesto de mais de um milhão de assalariados em Paris.

O Brasil não foge aos efeitos nefastos da globalização do capital rentista nos âmbitos econômicos, sociais, civilizacionais.

A crise política que resultou no golpe contra a presidente Dilma é parte desse contexto, assim como o ilegítimo, interino governo Temer.

O País é a 7a economia mundial, a quinta nação em extensão territorial, uma população de 200 milhões de habitantes, riquezas naturais, posição geopolítica excepcionais.

Já o governo Temer busca implementar políticas neoliberais ortodoxas como nos casos do pré-sal e do setor nuclear. Mostra a que veio e a quem está alinhado.

Só a convocação de eleições presidenciais, através de plebiscito, supera o impasse institucional em que se encontra a nação.

O Brasil precisa definir, em largo itinerário, em um mundo de uma globalização imposta, que nação pretende ser, onde deseja ir, para conseguir atuar em suas variáveis sem, no entanto, “submeter-se ao seu comando”.

Essa é a outra face da crise estrutural que vivenciamos. Da qual, só sairemos através de um projeto soberano de desenvolvimento estratégico.

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