sábado, 22 de setembro de 2018

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Transporte Palmeiríndio

Foto: Vista parci da Praça da Independência. alagoastempo.com.br

O mais recente circo de Palmeira dos Índios foi armado na Câmara Municipal de Vereadores tendo como objeto justificável o desserviço da Viação Lucena Turismo. Não de hoje, a referida empresa oferece serviços de baixa qualidade em veículos sujos, velhos e inseguros; a Prefeitura Municipal de Palmeira dos Índios, através da SMTT, jamais instalou ponto de ônibus no município e os órgãos fiscalizadores nunca atuaram, efetivamente, na mesorregião alagoana.

De repente, no mais alto grau de boa vontade, o(s) responsável(eis) por defender os direitos do povo comprou(ram) a causa em um ano muito particular – o de eleição majoritária municipal. Também muito coincidentemente a Viação Lucena Turismo começou a ameaçar parar de oferecer o serviço no fim de 2015 – e não cumpriu o dito por “boa vontade com a população”.

Agora, quando convocada uma audiência pública na Câmara de Vereadores, onde ninguém além de um ou outro vereador surtado de inesperada boa vontade e meia dúzias de alunos, igualmente ingênuos, na ausência dos representantes da Prefeitura ( o que não é de se admirar – o ilustre Prefeito de Palmeira dos Índios nunca respeitou o representante das Forças Armadas, imagine a população que o elegeu) e dos órgãos de defesa do povo, e deste, o que se pode ver é que Palmeira dos Índios vive sob a lona de um circo armado para que a foto saia bonita. E só.

A Empresa que oferece o transporte na cidade é clara em se colocar no campo eleitoreiro, ao que parece, e a contrapartida que deveria ser feita pela Prefeitura, só agora natada, é o propulsor para a polêmica. À Prefeitura pouco importa o que acontece nas ruas e os alunos das instituições, notadamente do IFAL – Campus Palmeira dos Índios e da UNEAL, são jogados no meio do tabuleiro do jogo eleitoral.

Para jogar o jogo das cadeiras entre a Câmara e a Prefeitura é preciso aprender o mecanismo do “Vossa Excelência está equivocado”, “Vossa Excelência está perdoado”. E isso não se ensina em salas de aula.

Enquanto em Palmeira dos Índios o problema não se resolve até depois das eleições e definições de outubro, em Marechal Deodoro um problema semelhante parece estar ganhando as formas de processo e resolução ao ter  o Ministério Público Estadual  no encalço dos proprietários e responsáveis das empresas de transporte municipal e intermunicipal. Marechal Deodoro não é Palmeira dos Índios e é quase a Capital.

A diferença entre as duas cidades, no entanto, parece ser de ordem moral, muito mais que de governança e fotografias.

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