sexta-feira, 21 de setembro de 2018

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Professores: os bodes dourados modernos

Foto: Movimento CRIAR-UFS.

Foto: Movimento CRIAR-UFS.

Nesses tempos de luta contra a corrupção e contra o racismo e os preconceitos contra homens, mulheres e minorias esquecemos com muita facilidade a opressão ditatorial imposta aos discentes universitários. Sob a máscara da valorização da classe, os professores universitários arvoram-se em “deuses”, pisando sobre as leis, os acordos dos direitos humanos e da ética apenas para justificar as deficiências de caráter, o abuso de poder e de autoridade e tentar dar importância ao trabalho fraco de muitos docentes.

Professores que praticam atos que sugerem sexo com alunas. Professores que transam com alunos , inclusive com menores de idade (comum em muitas instituições de ensino federal e que toda a sociedade tem conhecimento). Professores que usam métodos avaliativos duvidosos e obscuros. Professores que humilham os alunos por não saberem do assunto ministrado em sala de aula. Professores que não possuem compromisso algum com o processo de ensino-aprendizagem. Esse é um quadro geral da docência nacional e que prejudica toda a classe, ou ao menos os poucos professores que têm valores e ética.

Anualmente, e sempre que grupos políticos entram em rota de colisão no Congresso Nacional, os professores universitários das instituições públicas de  ensino superior resolvem parar as aulas com as mais esdrúxulas desculpas e justificativas. Já vimos greve para assistir a Copa do Mundo, para realizarem viajarem ao exterior, para férias extras.

E toda greve acaba quando o aumento de salário é atendido, ainda que o ambiente universitário esteja decadente, inútil e violento à toda a comunidade.

Os discentes, os pais, as empresas do setor privado e o poder público precisam regular a atividade docente universitária, forçando os professores a seguirem os princípios éticos, morais e politicamente aceitáveis. Precisamos de professores comprometidos com a construção de uma sociedade justa, equilibrada e comprometida com o desenvolvimento humano.

Não precisamos de professores que deem nota pela roupa das alunas e que punam quando a aluna, ou aluno, se recuse a transar com eles. Não precisamos de deuses-professores – apenas de profissionais-professores. Não precisamos de métodos obscuros avaliativos nem de docentes sem o mínimo da formação pedagógica.

Os alunos da Universidade Federal de Sergipe, do campus de Laranjeiras, já começaram sua luta. A UNE está na rua contra o golpe, que muitos professores, beneficiados pelo governo federal, apoiam. Os pais e as empresas precisam aderir. A sociedade precisa aderir!

Somente os alunos sabem o que sofrem ou não sob a orientação de seus professores.

E quando os alunos levantam-se contra seus “mestres”, salvo os casos de violência injustificada contra a atividade docente, toda a sociedade deveria parar para ouvir, apurar e mudar o que for necessário.

Foto: Movimento CRIAR-UFS.

Foto: Movimento CRIAR-UFS.

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