terça-feira, 19 de Março de 2019

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A política do caos

O que vemos no Brasil atual é o aprofundamento das políticas de mundialização do capital financeiro sobre os Estados soberanos, contra as históricas conquistas trabalhistas adquiridas através de muita luta, suor, sangue mesmo, desde o final da 2a Grande Guerra Mundial.

Trata-se de um processo demolidor das sociedades erigidas nesses últimos 71 anos, com todas as suas virtudes, e seus inumeráveis defeitos, em vários aspectos: político, cultural, ideológico, econômico etc.

A globalização financeira e parasitária vem se dando em etapas, não de maneira planejada mas via sofreguidão acumulativa do capital fora do processo produtivo, para que não fique pedra sobre pedra da sociedade contemporânea.

Na medida em que as manifestações de resistências sociais, dos povos e nações, são postas na defensiva através de uma hegemonia política totalitária, onde joga papel preponderante a grande mídia globalizada associada ao rentismo, aí a Nova Ordem mundial avança como uma retroescavadeira destruindo o tecido das sociedades.

Sob o falso discurso de uma era sem fronteiras, do cidadão global, de uma única sociedade mundial, destrói-se não só a identidade cultural, antropológica das sociedades, mas a condição das nações serem protagonistas dos seus próprios destinos, submetendo-as a um total desnorteamento.

Em recente artigo os economistas Luís Gonzaga Belluzzo e Galípolo indicam que pela primeira vez a renda dos 1% dos mais abastados do planeta equivale à de 99% da população. Esse é o destino da sociedade a que a globalização da Nova Ordem mundial conduz.

Dizem os economistas: “pretendem a rejeição ao outro, a reputação das causas do mal aos que não são iguais, incitam o ódio de classe, gênero, raça, religião pelos quatro cantos do globo… onde se manejam, através da política e da mídia, a técnica das oposições binárias que se esparramam nas modernas interações das redes sociais, tentam sustar a articulação do movimento de grupos sociais heterogêneos em uma grande coalizão progressista (e patriótica), onde decisões sejam permeadas por instâncias democráticas”.

É uma estratégia do retorno ao poder das forças neoliberais ortodoxas pela via totalitária do pensamento único, a criminalização da política. Cabe-nos a luta em defesa do progresso social e da nação sob graves ameaças.

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