quarta-feira, 26 de setembro de 2018

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Os rumos da nação

Diante da profunda crise das instituições da República, a debacle do farsesco, interino, governo Michel Temer, da ofensiva neoliberal contra o País promovida pelo capital financeiro global e seus prepostos nativos, há que se perseguir os caminhos de superação da atual, dramática realidade em que se encontra o Brasil, através da luta política concreta.

Esse caminho terá rumo consequente através do combate intenso em defesa de um Projeto Nacional de Desenvolvimento Estratégico que promova a luta contra o retrocesso golpista em curso, na reafirmação do contínuo Histórico do País, da sociedade, interrompido, como em outras épocas, pela ação das forças nativas retrógradas, antidemocráticas, entreguistas, associadas à banca rentista, aos objetivos imperiais.

Com tal ideário é possível compor amplo leque de alianças sociais, políticas, que possibilite aglutinar setores dispersos, fragmentados por um movimento golpista cuja intensidade e complexidade ainda não foi suficientemente compreendido pela grande maioria do povo brasileiro.

Esse golpe é na verdade uma sofisticada, agressiva ação autoritária,  antidemocrática, que fere gravemente os interesses nacionais, jogando-se com ferocidade sobre as garantias sociais arduamente conquistadas ao longo de décadas, e com ambição de desmantelar as estruturas produtivas brasileiras, públicas, mistas, privadas.

O que se busca é o desmantelamento do Estado, construído com avanços e recuos, especialmente de 1930 aos dias atuais. Uma sanha predadora que tem como artífice mor o capital financeiro.

E conta com o apoio decisivo da grande mídia no intuito de desestabilizar profundamente a vida democrática, consolidar o golpe contra a presidente da República, semear a cizânia, incitar o ódio, articular um campo social retrógrado em setores médios.

Bem ao estilo da cartilha dos “golpes suaves” já encetados em várias partes do mundo onde a primazia da banca internacional, os objetivos geopolíticos dos EUA se impõem.

Voluntarismo, exclusivismo, hegemonismo não irão responder aos reclamos das grandes maiorias sociais, aos propósitos imediatos ou futuros da nação. Há que se constituir no curso da luta política objetiva, diária, os rumos de uma ampla frente democrática, patriótica. Em defesa do povo brasileiro, da nação, sob graves ameaças.

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