domingo, 18 de novembro de 2018

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Ocupações – a quem serve?

Fonte: Imagem da internet

Fonte: Imagem da internet

O mundo girou e a moda passou a ser fazer protesto. A sociedade parece enlouquecida e nada parece que poderá salvá-la do abismo da imbecilidade que corrói o bom senso e capacidade de pensar de maneira crítica e muito observadora. Depois dos protestos que não eram por R$ 0,20 e depois da mobilização pelo impedimento da presidente eleita Dilma Rousseff, a classe dominante e pensante do país, que é pequena, agora domina as mentalidades fracas para “lutar” pelos interesses de quem não quer dar a cara a tapa. São alunos do ensino médio que ocupam escolas e não sabem as razões que motivaram as ocupações e que, em sua maioria, apenas repetem argumentos formulados por outrem sem refletir sobre a realidade e qual será o real impacto das medidas do governo federal na educação, cultura e saúde. Nas universidades o cenário é dual: existe o movimento de ocupação e o movimento de contraocupação, que luta pelo direito de exercer a própria opinião e ter aulas. Não é um movimento unânime esse das ocupações, que, em geral, representa menos de 10% dos universitários regulares.
O que se pode observar, sem o mínimo de esforço, é que esse movimento de ocupações está servindo apenas para a promoção pessoal de um indivíduo ou outro e que serve, também, como escudo para os sindicatos. Por falar neles, os docentes de todo o país estão dispensando pouca importância ao teor dos brados dessas ocupações – não é estranho que depois dos cortes feitos pela CAPES nas bolsas de IC, mestrado e doutorado, da reformulação do MCTI e de tantos “retrocessos” anunciados eles ainda não iniciaram, muito antes da aprovação da PEC 241 (PEC 55) na Câmara dos Deputados, uma greve pesada e muio poderosa? Não é estranho essa retração injustificada? Não é estranha essa posição quando, por muito menos, em governos passados, houveram greves por meses a fio?
Essas ocupações demonstram que quem se presta a passar noites e dias em prédios públicos estão em obediência cega a “professores” indignados e técnicos “injustiçados”. Uma obediência cega que só demonstra que temos uma geração de estudantes que só reproduzem conteúdos doutrinados em sala de aulas.
É preciso ter coragem e ser contra ao exibicionismo dos vaidosos e não cair nas armadilhas dos “injustiçados” do serviço público. É preciso dialogar e não se deixar convencer por idiotismos.
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