segunda-feira, 24 de julho de 2017

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O retorno à demência

Mudaram as formas de comunicação através da revolução tecnológica mas, paradoxalmente, regredimos aos parâmetros políticos, sociais, institucionais, de décadas atrás. Na aparência a civilização atingiu novos patamares, mais sofisticados e civilizados. Mas só nas aparências.

O capital financeiro mundial passou a ditar como nunca os destinos dos povos e das nações.

A Europa encontra-se em grave crise onde é abundante a desorientação geral, o recurso à violência, o desemprego, a perda das Históricas conquistas trabalhistas dos cidadãos. Por lá continuam as vagas intermináveis de refugiados, vítimas da destruição de seus Países por meio das guerras, que não são provocadas por eles, mas fruto de intervenções das grandes potências em busca de riquezas naturais, que lhes pertencem, em seus territórios.

O terrorismo que assola a Europa é consequência de uma gama de fatores malignos e não por geração espontânea, brotada do nada ou como pretendem alguns: um choque de civilizações distintas.

A desertificação de Países, alguns de cultura milenar, em consequência dos saques de riquezas naturais ou motivos geomilitares estratégicos, explica a tragédia europeia e dos povos do Oriente Médio. O Papa Francisco tem sido uma voz lúcida na denúncia dessa diáspora criminosa.

Tudo isso em parceria com a grande mídia que já não é mais informativa, mesmo que parcial, é um verdadeiro condutor de propaganda do capital rentista e da desinformação dos povos.

A desorientação tem sido, quase, geral, onde forças políticas procuram algum sentido no caos, tal qual o demente Nero fazendo poesia com o incêndio de Roma por ele provocado.

Aqui, as coisas não são diferentes com o ilegítimo, interino presidente Michel Temer, que lembra o ator de filmes de terror Boris Karloff, com seus gestos manuais desconexos e a única coisa que o segura no poder: promover as reformas antinacionais, antipopulares, ao gosto da grande mídia, do Mercado financeiro.

Enquanto essa grande mídia impõe a agenda pós-moderna, corporativa, macarthista, politicamente correta, da pós-verdade, o brasileiro tem seus direitos elementares ameaçados, o País subtraído no papel de grande nação solidária no cenário internacional. Urge um projeto nacional, que una as grandes maiorias, e um novo rumo de desenvolvimento para o Brasil.

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