quinta-feira, 15 de novembro de 2018

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O que vem aí

Durante as festas de confraternização passadas vários conhecidos reunidos conversaram sobre 2017 e chegaram à conclusão de que esse foi definitivamente um ano muito ruim, para ser esquecido mesmo.

Infelizmente, vamos ter pela frente uma meteorologia política, econômica desaconselhável aos de coração frágil. Há previsão de chuvas, trovoadas e turbulências inusitadas.

O período em que vivemos, na verdade iniciado com as manifestações de 2013, deve continuar com a mesma intensidade, agravada com as eleições de outubro próximo, especialmente a presidencial.

O Brasil vive um período particular, mas não incomum, em sua História, marcado por um processo de flagelação dos interesses nacionais, quebra das conquistas trabalhistas adquiridas ao longo da História.

Movido por intenso ataque do Mercado financeiro contra o seu patrimônio, além da tentativa de acoelhamento do protagonismo do País como potência industrial, econômica de porte médio a nível mundial.

Trata-se, em última instância, de verdadeira ofensiva contra a soberania em vários aspectos, cuja finalidade é desviar a trajetória de uma nação independente, incorporando-a, pela força das ações escancaradas, a um espécie de continente desgovernado rumo ao abismo, da perda de suas referências fundamentais.

Movido pela ação da grande mídia hegemônica, comete-se uma espécie de assassinato da vida política democrática, enquanto a voracidade do capital financeiro, e prepostos nativos, promove a desconstrução do País.

Conduzida por essa mídia global, a nação vê-se mergulhada em uma agenda que, se em vários aspectos são auto justificáveis, na verdade possui o óbvio propósito de desviar a atenção de segmentos sociais, inclusive pelas redes sociais, das questões fundamentais que o agridem com violência inusitada.

O Mercado rentista busca constituir grupos mergulhados em um falso cosmopolitismo sem vínculos com as vicissitudes nacionais. Nesse sentido, sob falsa aparência democrática, o País vive sob uma ditadura do pensamento único do “Mercado” global.

Não há solução de agendas, sejam elas econômicas ou até mesmo sociais, desligadas do destino nacional. Aqui e em todo o mundo não há cidadania ou democracia sem soberania. Assim as eleições em outubro vão ser estratégicas ao resgate do regime democrático e ao próprio futuro do Brasil.

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