terça-feira, 18 de dezembro de 2018

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O pacote da enganação petista

dilma-rousseffA presidente Dilma Rousseff mostrou ao Brasil e entregou ao Congresso nesta quarta-feira o “embrulho” que o governo chamou de “pacote anticorrupção”, conjunto de propostas elaboradas para inibir e punir irregularidades na administração pública.
A presidente usou de todo o cinismo que a caracteriza e não teve nenhum constrangimento ao afirmar na solenidade de entrega: “Meu compromisso com combate à corrupção é coerente com minha vida pessoal, minha prática política e é coerente com minha atuação como presidenta”.
A fala da presidente ocorreu no mesmo dia em que teve publicada uma desaprovação de 62% do povo brasileiro na avaliação de seu governo, justamente em função de denúncias de corrupção, crimes contra a Administração Pública e o desregrado comportamento marginal do seu partido e de seus aliados políticos.
Acharam Dilma e seus comparsas que um pífio e demagógico “pacote” para enganar os tolos, daria uma resposta ao grito das ruas e à indignação nacional diante do quadro degradante e desmoralizado em que se encontra o governo petista. Estão completamente enganados, pois ainda ontem o “Movimento Brasil Livre” e outros segmentos sociais não apenas desacreditaram das intenções governistas, como estão convocando novos atos de protesto para os próximos dias pedindo a reforma política, o efetivo combate à corrupção e até a saída da presidente.

Vejamos os principais pontos do tal “pacote anticorrupção” :
1- Criminalização da prática de caixa 2;
2 – Aplicação da Lei da Ficha Limpa para todos os cargos de confiança no âmbito federal;
3 – Alienação antecipada dos bens apreendidos após atos de corrupção para evitar que não sejam usados por agentes públicos e possam ser vendidos por meio de leilão;
4 – Responsabilização criminal de agentes públicos que não comprovarem a obtenção dos bens;
5 – Confisco de bens dos servidores públicos que tiverem enriquecimento incompatível com os ganhos.

Praticamente tudo o que está inserido no “embrulho” já tem tipificação criminosa e mesmo assim há mais de doze anos o governo petista e seus aliados vêm roubando descaradamente, apostando na impunidade, na lentidão e algumas vezes até na conivência da Justiça brasileira.
Estão ai os escândalos tipo “mensalão” cujos personagens principais estão ricos, nada devolveram e se livraram da cadeia onde deveriam “mofar” por anos. Agora mais recente e em pauta o maio caso de corrupção da história da política brasileira: o escândalo da Petrobrás, no qual não deixam de existir indícios de envolvimento até do ex-presidente Lula e da própria ocupante da presidência.
Há uma g rande expectativa quanto ao que acontecerá com os envolvidos no roubo de bilhões dos cofres públicos. Eu mesmo acredito que pode acontecer tudo. Inclusive nada.

As falácias de Dilma

Dilma disse que “É preciso investigar corruptos e corruptores de forma rápida e efetiva para garantir a proteção do inocente ou do injustiçado”. Ela afirmou ainda que alguns governos criam condições para que a corrupção seja prevenida, investigada e punida. “Outros não fazem isso, silenciam. Nós agimos. O Brasil de hoje combate a corrupção”.
Alguém na solenidade cochichou com um senador: “Acho que hoje ela não tomou os remédios corretamente. Ou enlouqueceu de vez”.

Um ministro fanfarrão
Um fato que chamou a atenção de jornalistas e políticos presentes a solenidade de lançamento do “pacote anticorrupção” pois parecia que estavam falado de um outro governo e não do próprio que tem praticado os mais absurdos atos de desvios.

O desvairado ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, defendeu que “a impunidade seja enfrentada de peito aberto”. Disse que “a corrupção é uma doença que precisa ser tratada”. E foi adiante em suas aleivosias: “ A corrupção é um mal intolerável. Sua prática não só é eticamente reprovável, mas agrava a própria exclusão social no país”.
Falaram como se fossem inocentes e não um governo corrupto. Deram lições de ética pera eles mesmos. Mas certamente não aprenderão.
Uma coisa é certa: a depender desse “pacote” fajuto, demagógico e mentiroso nada mudará no país. A não ser o povo nas ruas em vigília permanente.

Olha a cara suja de Maceió
No último Domingo quando me dirigia ao ato do “Movimento Brasil Livre” contra a corrupção, fiquei indignado com o estado de abandono do “Corredor Vera Arruda”, um dos pontos de atração turística e lazer da população de Maceió.
É muita falta de respeito da Administração com a população. Dá a impressão de uma cidade sem dono e entregue literalmente às moscas. Um local tão bonito transformado em uma verdadeira pocilga .E depois não venham me dizer que é culpa da população É descaso mesmo com o interesse público. Também não é ano de eleição.
Postei este texto em minha página no Facebook e me surpreendi com a quantidade de comentários sobre a imundice em todos os bairros de Maceió e o abandono em que vive a cidade na atual administração. De todos os depoimentos não houve um sequer favorável ou defendendo o prefeito Rui Palmeira.

Investindo na valorização do servidor
O presidente do Tribunal de Justiça, Desembargador Washington Luiz, tem como meta em sua administração a modernização técnica e a valorização dos servidores do Poder Judiciário e não abre mão dessa pauta.
Contando com o entusiasmo e espírito empreendedor do desembargador James Magalhães, diretor da Escola da Magistratura, juntos pretendem levar inclusive capacitações e aperfeiçoamento aos serventuários da Justiça no interior do Estado, nunca beneficiados ou lembrados

Ministro critica turismo de Maceió
O alagoano Vinicius Lages, ministro do Turismo, em recente entrevista a veiculo de circulação nacional não perdeu a oportunidade de dar um recado duro aos gestores de Maceió. Criticou a falta de profissionalismo como o setor é tratado na capital alagoana e disse: “Fico surpreso de ver minha cidade, Maceió, não ter um site que apresente seus produtos aos turistas do Brasil e do mundo”. Falou também do descaso da prefeitura em não manter acesso à internet gratuita em pontos turísticos, o que acontece na maioria das capitais e até em cidades do interior.
A exploração desonesta dos turistas, a falta de equipamentos de apoio, precariedade no setor de informações aos visitantes e para completar praias sujas, ruas esburacadas e a cidade inteira com um “sorriso decadente”. Coisas que o ministro não falou, talvez por desconhecer.
Tudo isto se resume em uma frase: o equivoco do voto.

Medicina social obrigatória
A Câmara dos deputados tem em pauta e vai votar logo projeto que obriga médicos recém-formados em faculdades públicas ou privadas com financiamento público a exercerem a profissão, por dois anos, em municípios com menos de 30 mil habitantes ou em comunidades carentes de regiões metropolitanas.
O chamado “exercício social da profissão” deverá ser feito imediatamente após a conclusão do curso, em jornada integral e exclusiva de 40 horas semanais, com contrato regular de trabalho, financiado pela rede de saúde à qual o médico recém-formado estiver vinculado.
A exigência aplica-se aos graduados em cursos de Medicina, Enfermagem, Psicologia, Odontologia, Fisioterapia, Nutrição e Farmácia, além de outros estabelecidos em regulamento.
Se for pra valer mesmo vai resolver muitos problemas em cidades do interior e fazer uma efetiva socialização do atendimento aos necessitados.

Ou se cuida, ou se ferra
Tive acesso a uma confiável pesquisa encomendada por importante instituição empresarial sobre aspectos da economia e da política alagoana. Na pauta entrou a eleição para prefeito de Maceió em 2016 e pude constatar que a situação do prefeito Rui Palmeira não é nada confortável. Se as eleições fossem hoje nem iria para um segundo turno. Na sua frente despontam Ronaldo Lessa, Cicero Almeida e Heloisa Helena.
É o preço de uma administração medíocre, uma equipe fraca e a falta de compromissos com as promessas de campanha.
Um detalhe: o governador Renan Filho com três meses de gestão tem a melhor avaliação dos últimos 30 anos entre seus antecessores. Quem sabe faz a hora.

Para refletir: “Prefiro ser acusado por ele (Eduardo Cunha – presidente da Câmara) de mal educado do que ser como ele, acusado de achaque”. (Ex-ministro Cid Gomes).

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