domingo, 26 de Maio de 2019

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O franco atirador

O resultado das eleições norte-americanas provocou, via grande mídia, uma onda de pânico, como se fosse a mãe de todas as tragédias dos últimos tempos.

O ar gélido que sopra com a derrota de Hillary é porque ela representava as políticas do complexo industrial-militar-financeiro-midiático postas em prática pelos EUA, nas agendas interna e externa, no mínimo, nos últimos 16 anos, desde a primeira guerra do Iraque.

Clinton era a candidata das grandes corporações financeiras que levaram os Estados Unidos à crise econômica em 2008, cujo centro do terremoto localiza-se em Wall Street, espalhou-se pelo planeta acarretando brutal abalo econômico, social.

Hillary como secretária de Estado promoveu e continuou várias guerras onde os EUA estão metidos atualmente contabilizando, até agora, mais de 2 milhões de soldados americanos mortos, além dos mutilados e incapacitados mentalmente.

Uma candidata identificada com as políticas do “Mercado” que lucra com tensões geomilitares no Oriente Médio, a perigosa escalada militar contra a Rússia, estratégias idênticas contra a China.

Trump ganhou a eleição com os votos do americano comum que se sente vítima da chamada “era pós-industrial”, o sucateamento dos grandes cinturões industriais que viraram ferro velho como Detroit etc., dos excluídos da “reengenharia social” da globalização financeira.

O discurso chauvinista de Trump, a intolerância, a xenofobia, as ameaças contra os imigrantes, ditou o juízo do americano médio ressentido, desempregado, a casa hipotecada, sem futuro etc.

Perdeu também a grande mídia que errou em todas as pesquisas de intenções de votos ao não captar, ou não quis, a raiva de uma maioria que se fez nas urnas.

Não foi, como deseja agora a grande mídia, uma eleição entre a esquerda e a direita. Mas de uma candidata do Establishment contra um bilionário franco atirador que ateou fogo nas estruturas políticas, partidárias dos EUA.

A debacle da Nova Ordem mundial vem provocando abalos sísmicos como a saída da Grã Bretanha da União Europeia, a vitória de Trump, e ao que tudo indica a próxima eleição na França.

Enfim, há uma revolta objetiva das sociedades contra os efeitos da globalização financeira, assim como emergem novos atores mundiais. Cabe aos povos, creio, a luta pela paz, a soberania e a justiça social.

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