quinta-feira, 15 de novembro de 2018

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O amor pode, o sexo também

Dizem, alguns mais conservadores e desiludidos, que o amor não pode acontecer aos pequenos, aos animais. Apenas aos adultos, aos que trabalham estafantemente para garantir a infelicidade por toda a eternidade, o amor e o sexo podem acontecer. Igualmente ao amor, dizem que menores de idade, ainda que gigantes de vivência, não podem sexualizar seus sentimentos, tampouco seus por menores.

Se esses desiludidos soubessem que a cada amor vivido existe um sexo igualmente intenso não ousariam desferir tão amargas palavras aos amantes públicos, eternos enamorados pela vida, não por pessoas. Cada amor é grande e não cabe dizer “meu grande amor” apenas uma única vez em toda a existência mundana. Todo amor é grande e incompreensível, mesmo que vivido na diminuta rotina dos compromissos laborais.

E se todo amor é grande, único e desmedido, tem como medir o tamanho de quem se ama?

Esses desiludidos! Se aceitassem a razão de sua desilusão não mais precisariam atormentar quem sexualiza o amor e ama sem as medidas do sexo. Com um completando o outro, todos podem amar na mesma proporção em que podem sexualizar-se.

Deixando os conservadores, infelizes, e os desiludidos, sem vida, de lado e caindo no abraço das ondas do mar, vê-se que são como ondas os corações e que nem sempre temos todo o amor do mundo, apenas o amor que cabe no nosso mundo particular.

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