sexta-feira, 16 de novembro de 2018

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A maconha palmeiríndia

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Ontem, quebrando o charmoso ostracismo de domingo, botei o pé fora de casa ao meio-dia. Entre o esgoto a céu aberto e o mato que insiste em crescer por todo que é lugar, senti o cheiro conhecido de maconha, de tanto que fumaram no Marcus Freire II / Dia.

Fui andando até topar com dois indivíduos fumando a maconha nossa de cada dia sob uma árvore. E, nesse caso, não é só uma expressão quando digo que estavam “fumando meio-dia em ponto”.

Não é de se espantar que Palmeira dos Índios seja a cidade do amor – às drogas, ao ilícito e à desordem.

A maconha é ilícita, ainda, e não tenho preconceito com quem faz uso. Mas é particularmente alarmante que a maconha, e, supõe-se, outras drogas ilícitas, sejam tão comuns nas ruas palmeiríndias. Isso reflete a negligência da população em denunciar traficantes, segregar usuários, marginalizar os pobres e promover uma cidade onde os limites sociais do respeito, da conscientização e da aceitação ao diferente e à lei são tão promíscuos quanto as ideias do Marquês de Sade.

Considero  preocupante o fato de as drogas ocuparem lugar de destaque nesse momento em que a economia municipal ultrapassou o fracasso e que dezenas de pessoas se veem enredadas no desemprego.

Ontem vi dois fumantes de maconha. Próximo domingo será o quê?

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