quarta-feira, 21 de novembro de 2018

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Luta permanente

A ideia do Brasil inviável, improvável, insustentável, tem raízes antigas, traduz uma imensa luta teórica, política, ideológica que o acompanha desde os seus primórdios de nação independente, estendendo-se aos conturbados dias que vivemos na atualidade.

Que simboliza, em termos gerais, a disputa entre segmentos que de um lado pelejam pelo protagonismo do País através da sua autonomia econômica no cenário internacional das nações, com um desenvolvimento sustentado em políticas que impulsionem através de um Estado dinâmico o progresso social, erradicando os males dos abismos sociais históricos, que alavanque o desenvolvimento científico, tecnológico, industrial, educacional etc.

Já do outro lado estão os setores que por interesses financeiros, econômicos, alinham-se a uma ideia de um cosmopolitismo subalterno e dependente para o Brasil.

E para tanto repudiam o protagonismo do Estado nacional moderno, contemporâneo com o seu tempo e exigências de cada período histórico, introduzindo em seu lugar uma visão globalista de gestão dos negócios como se a mola que impulsiona as relações econômicas, comerciais, diplomáticas entre os Países acontecesse sob bases equânimes e não extremamente competitivas, quando não imperialistas.

Os grandes arcos de alianças estratégicas que dão rumos aos processos de confluência aos projetos de desenvolvimento do País sempre foram alvos dos segmentos avessos ao protagonismo da nação soberana, industrializada, desenvolvida.

Em períodos recentes testemunhou-se a aplicação na prática da versão do Brasil subalterno contra a revolução de 1930, a gestão nacionalista em 1950 de Getúlio, o governo desenvolvimentista de Juscelino Kubitschek, as reformas de Jango. E desde 2002, a tenaz articulação desestabilizadora para impor à nação a ortodoxia neoliberal, privatista, fundamentalista do Mercado.

Hoje em um contexto de crise capitalista global, que também atinge seriamente o País, os adeptos da subalternidade, dependência, atuam mais uma vez através de uma linha antidemocrática, golpista.

Assim, cabe aos setores representativos das grandes maiorias nacionais a tenacidade, a visão do contínuo histórico, a lucidez política na costura de amplo pacto social, político, em favor da democracia, do desenvolvimento estratégico e soberano do Brasil.

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