sexta-feira, 21 de setembro de 2018

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Jornalista , com muito orgulho

Ainda muito jovem fui diagnosticado como jornalista. Das sequelas, a mais linda é a paixão por esta santificada profissão.

Neste ano de 2018 comemoro meus cinquenta anos de atividade ininterrupta como profissional de jornalismo. Não poderia deixar de dividir este acontecimento com meus amigos e leitores, alguns convivendo comigo há décadas.

Costumo dizer que em minhas atividades profissionais sou escritor por acaso, procurador (aposentado do Tribunal de Contas) por necessidade e jornalista por vocação. Foi essa a profissão que abracei e foi, sem dúvida, a única que me realizou plenamente e tem servido como meu oxigênio durante os meus setenta anos bem vividos, sofridos, curtidos e comemorados. Faço jornalismo 24 horas por dia e assim tem sido minha pauta.

Comecei minha atividade profissional em São Paulo (1968), em plenos “anos de chumbo” , dominados pela ditadura militar que prendia, arrebentava, torturava e assassinava aqueles que ousassem sequer se opor ao regime. Foi em “Sampa” a minha grande escola de jornalismo, trabalhando com os maiores nomes da comunicação e aprendendo muito sobre ética, resistência e independência na sagrada missão de informar, opinar e defender o interesse público, acima de tudo.

Na década de 70 de volta a Alagoas, para não ser preso pela Ditadura, alertado por colegas e até por agentes da repressão meus amigos, que sabiam o risco que eu corria, desembarquei no velho e combativo Jornal de Alagoas, pertencente ao mesmo grupo editorial que trabalhava na capital paulista (Diários Associados), sendo aqui recepcionado pelo competente diretor Ricardo Neto, que se tornou um amigo fraterno.

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