segunda-feira, 24 de setembro de 2018

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Entrevista com Cássio Cavalcante

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Cássio Cavalcante

O entrevistado é o jornalista e escritor Cássio Cavalcante, autor de Nara Leão: A Musa dos Trópicos e Sob o Céu de uma Cidade, a ser lançado no próximo 31 de outubro. Cássio Murilo Coelho Cavalcante é jornalista, escritor membro da Academia Recifense de Letras e da União Brasileira dos Escritores, secção pernambucana. Escreveu diversos contos entre 2004 e 2008, todos publicados,  a biografia da Musa da Bossa Nova, Nara Leão: A Musa dos Trópicos (2009), Os Mistérios de cada Um (2007) e, a ser lançado, Sob o Céu de uma Cidade. Além disso, Cavalcante pertence a Academia de Artes, Letras e Ciências de Olinda e é Colaborador do jornal Folha do Estado do Espírito Santo, assina as colunas Bate papo Literal, do Jornal Gazeta Nossa, Panorama, no jornal da Editora Novo Horizonte e a Linha Cultural, no site Vetor Cultural.

 

Rafael Rodrigo: Como foi escrever Nara Leão: A Musa dos Trópicos?

 

Cássio Cavalcante: Foi uma experiência única já que a música de Nara Leão é muito importante na minha vida.

 

R.R.: Quais as dificuldades que encontrou para concretizar Nara Leão: A Musa dos Trópicos?

 

Cavalcante: Sem a menor sombra de dúvida foi a edição. Já que se trata de um livro volumoso, isso o deixou bastante caro para editar. Consegui realizar graças ao apoio do SIC, lei de incentivo a cultura da cidade do Recife.

 

R.R.Quais suas inspirações para escrever?

 

Em relação aos meus textos sempre me veem ideias completas, com começo, meio e fim. Aí é só com bastante calma lapidar.

 

R.R.Como você cria seus textos? Tem algum ritual?

 

Cavalcante: Como já falei antes, depois que me vem a ideia, passo a trabalhar o texto para transforma-lo em literatura. Não tenho ritual, costumo sempre arrumar minha mesa antes de um trabalho, acho que poderemos considerar este ato como um pequeno ritual.

 

R.R.Como você vê o mercado literário nordestino?

 

Cavalcante: Não está 100% como a gente sonha. Mas o despertar para a leitura tem acontecido gradativamente. E isso é um processo bom de se observar.

 

R.R.E o mercado editorial, acredita que está mais fácil para novos escritores?

 

Cavalcante: A internet veio como a principal ferramenta para a literatura em nossos tempos. Tem ajudado muito, mas a edição em si ainda é muito difícil, principalmente para os novos.

 

R.R.Você é jornalista e está sempre em contato com as novidades, acredita que isso pode atrapalhar na hora de criar?

 

Cavalcante: Pelo contrário, a gama de conhecimento que adquirimos no exercício do jornalismo, e absorvida, como uma espécie de banco de dados, para mais tarde ser processado em futuras criações literárias.

 

R.R.No próximo dia 31 de outubro estará lançando Sob o Céu de uma Cidade, no Recife. O que os leitores podem esperar desse romance?

 

Cavalcante: O meu propósito é proporcionar uma boa leitura.

 

R.R.Como surgiu a ideia de escrever seu novo livro?

 

Cavalcante: Foi uma ideia, dessas minhas que já chegou com começo, meio e fim, a pretensão inicial era fazer um conto, mais foi tomando corpo e fiz a novela.

 

R.R.Seus personagens são inspirados em pessoas reais?

 

Cavalcante: Em primeira instância meus personagens são todos criados, ficção mesmo. Mas surgem de observações do cotidiano de toda a minha vida, que ficam armazenados e ressurgem na criação literária.

 

R.R.Qual foi a experiência de escrever Sob o Céu de uma Cidade?

 

Cavalcante: Para mim o ato de escrever é sempre prazeroso, difícil, mas prazeroso. Nunca angustiante, e nem sofrível. Com “Sob o Céu de uma Cidade”, não foi diferente.

 

R.R.O que espera dos leitores ao ler seu novo livro?

 

Cavalcante: Que tenham sentido prazer com a  leitura das páginas de “Sob o Céu de uma Cidade”.

 

R.R.E qual sua posição acerca da polêmica das biografias não autorizadas?

 

 

Cavalcante: Eu já convivi com isso, ao editar a biografia de Nara Leão que escrevi. Só foi concretizada com a autorização dos herdeiros de Nara. Biografar é resgatar um nome, e ser biografado é uma honra. Vejo tudo isso com uma certa tristeza, pois os nomes envolvidos sempre levantaram a bandeira da liberdade, e lutaram contra censura. Acredito que a arte de biografar deva ser livre, se depois o biografado ou seus herdeiros detectar inverdades ou mesmo calunias na obra, aí sim, deve se acionar as autoridades. A censura foi, é e sempre será a principal inimiga do artista, seja qual for a área de atuação.

 

Mais em: http://rafaelarielrodrigo.blogspot.com.br

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