quinta-feira, 15 de novembro de 2018

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As derrotas do globalitarismo

Em programa de televisão sobre o livro A noite do meu bem, seu autor Ruy Castro, como apresentador da série em três capítulos disse: quando do piano de Tom Jobim saía uma das suas obras musicais, quase todas geniais, o mundo e nós ficávamos melhores, pelo menos por algum tempo.

O maestro japonês Ryuichi Sakamoto regendo a orquestra filarmônica de Tóquio falou: será que estamos envolvidos pela raiva? Como não podemos deixar essa raiva solta por aí, vamos acalmá-la para poder salvar as nossas almas. E conduziu a orquestra para sua música Little Buddha.

Uma das coisas mais óbvias neste milênio tem sido a implacável busca de desconstrução das obras culturais que valorizem a vida humana e substituí-las por produções de mercado, sem alma, referências, sentimentos, pautadas por uma ditadura da estatística e do marketing.

O resultado tem sido o tempo do ódio, da ausência de valores que referenciem as sociedades no mercado de trabalho, em uma competição desvairada que se espalha por todos os lados e atividades, públicas ou privadas, tornando a vida desértica, árida como a superfície lunar.

As consequências são catastróficas, reina o espírito mais pragmático, que se espraiou como a peste na Idade Média, fazendo tantas ou mais vítimas que ela, tornando a existência pobre como nos quinze minutos de fama nas redes sociais, espelhada nas celebridades que nada têm a dizer a si mesmas ou ao próximo.

As novas gerações têm pago alto preço ao terem nascido nessa era do Homo Demens em que a ausência de sonhos provoca a estupefação como na tela de Munch, O Grito: a pessoa externando o terror absoluto.

A globalização financeira conduziu os povos a uma encruzilhada tenebrosa, destruindo a cultura das nações, o sentido de pertencimento e identidade comuns, a soberania, além da vaga de milhões de refugiados das guerras, errantes em novos Êxodos.

O tribalismo social e outros fenômenos produtos do globalitarismo dos megaespeculadores do rentismo predador, rejeitado por todos os lados e cada vez mais, aproximaram de novo a humanidade do fantasma do nazismo, sob um liberalismo econômico requentado e falido.

No Brasil, como em todo mundo, ergue-se a batalha pela soberania nacional, a vida democrática, a paz, o desenvolvimento econômico, o progresso social, em antídoto às trevas.

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