segunda-feira, 19 de novembro de 2018

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Choram de bucho cheio

Todos os que estão hoje ocupando cargos de prefeito sabiam perfeitamente da situação de seus municípios ao lançarem suas candidaturas e realizarem campanhas milionárias em busca de alcançar seus objetivos: a vitória. A grande maioria ao tomar posse teve como primeira providência a compra de um carrão importado de luxo, mesmo com carências visíveis de saúde, educação e ações sociais. Muitos se locupletam e “abastecem” suas famílias e correligionários com o dinheiro que salvaria vidas, saciaria a fome dos miseráveis e serviria para investimentos na qualidade de vida da população. E o pior é que esses mesmos “perdulários” vivem a reclamar dos governos federal e estadual, como se esses tivessem a obrigação de sustentar suas orgias e amparar os seus desmandos.
Ainda recentemente ouvia de uma prefeita suas lamúrias quando dizia “Precisamos aparecer e mostrar para o país a realidade dos municípios brasileiros a nível nacional. Vamos juntos com os presidentes das Entidades Municipalistas tentar marcar uma audiência com quem possa resolver os problemas dos municípios ou com a presidente Dilma Rousseff.” Acontece que não só a presidente, mas todo mundo está esgotado de ouvir falácias desse tipo como objetivo de buscar mais dinheiro para a voracidade insaciável de interesses nada confessáveis. A mesma prefeita que “estendia o pires” em busca de verbas para “investimento” tem largado de mão das principais necessidades do seu município, preferindo fazer festas e cuidar de sua promoção pessoal barroca e superada. Na verdade a prefeitada chora mesmo de barriga cheia.

Sem o “Prêmio José Aprígio Vilela”
O “Prêmio José Aprígio Vilela de Gestão Pública Responsável e Empreendedora” considerado como o “Oscar” da Administração Pública de Alagoas não acontecerá neste ano de 2013. Seu cancelamento aconteceu diante da grande incidência de prefeitos alagoanos envolvidos em atos de corrupção e denunciados ou investigados pelo Ministério Público. Para os diretores do Instituto Cidadão, instituição que realiza a premiação todos os anos, “a escolha tornou-se praticamente impossível diante do quadro de prefeitos comprometidos com a irresponsabilidade”. Com relação aos prefeitos que assumiram em janeiro dois fatores impediram que participassem da seleção: “os evidentes sinais em alguns de descompromisso com o interesse público e a maioria foi avaliada como negativa no quesito empreendedorismo, um dos critérios da avaliação”. Para o próximo, no décimo aniversário de sua fundação, o Instituto Cidadão promete uma grande festa. Resta saber se haverão prefeitos para concorrer.

Assembleia Legislativa

Assembleia Legislativa

Mais para a gastança imoral
Alguns deputados descompromissados com a moralidade e a legalidade ( coisa em abundância na Assembleia Legislativa de Alagoas) insistem na tese absurda, inaceitável e afrontosa de que o governo precisa mandar mais dinheiro para os esgotos putrefatos dos que pensam que podem tudo. É inaceitável que o Poder Executivo se dobre as artimanhas armadas com o único objetivo de encher os cofres para gastanças políticas e de puro interesse pessoal. É também inaceitável que depois de todo um enredo de denúncias de corrupção, saque ao erário que motivaram o afastamento de toda a Mesa Diretora, a que substitui pretenda adotar as mesmas práticas, os esmos vícios e os mesmos crimes.
Será que não aprenderam que não estão acima da lei? Será que vão continuar apostando na imoral impunidade? Pobre dos alagoanos que fizeram péssimas escolhas. E vão continuar fazendo.

Licitação de ônibus: Uma história repetida?
O maceioense está curioso e muito desconfiado com o desenrolar do imbróglio que se transformou a licitação do transporte urbano desde a gestão do prefeito Cicero Almeida e que já teve episódios conflitantes e intrigantes envolvendo Ministério Público, Tribunal de Contas e principalmente setores da Administração interessados no procedimento licitatório. Persistem no desenrolar do processo as mesmas suspeitas de ontem, o que é lamentável quando se trata da falta de compromisso com o interesse público.
Esta semana o ex-prefeito Almeida fez acusações graves e que precisam ser levadas em conta.
“Eu quero fazer um apelo a doutora Fernanda (Moreira), promotora de Justiça, se ela vai permitir que isso aconteça”, disse Almeida, que fez duras críticas ao Tribunal de Contas, apontando nominalmente a conselheira Rosa Albuquerque.
O certo é que “há algo no ar além dos aviões de carreira” e a população precisa tomar conhecimento. Ou também é coisa da manjada “herança maldita”?

Exemplo alagoano
A Junta Comercial do Estado de Alagoas recebeu o Prêmio Master – que contemplou a melhor proposta entre todas as categorias – pelo projeto “Desburocratizando o registro e a legalização de empresas em Alagoas” no I Prêmio de Registro Empresarial e Integração, organizado pelo Departamento do Registro Empresarial do Departamento do Registro Empresarial e Integração. O jovem e empreendedor presidente da Juceal, José Lages Júnior, foi quem recebeu o prêmio em nome do órgão. Para ele, este prêmio consolidou os elogios que os serviços e sistemas desenvolvidos pelo órgão têm recebido. “Foi uma noite de muita alegria. Compartilho este prêmio com todos aqueles que fazem a Juceal, o esforço e colaboração de cada um foram fundamentais. Esse reconhecimento é uma prova que estamos trilhando o caminho certo”. Merece comemorar.

Cuidando dos outros
Os gastos do Brasil com a Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti, iniciada em 2004, ultrapassavam, em setembro, R$ 1,9 bilhão em números históricos, segundo resposta do Ministério da Defesa a requerimento apresentado pelo jornal O Estado de S. Paulo sob a Lei de Acesso à Informação (LAI). Corrigido pelo IPCA, o valor ultrapassa R$ 2,3 bilhões. O governo brasileiro avalia que, sob o ponto de vista da garantia da segurança, a Missão tem sido bem sucedida, com o desmantelamento de gangues que antes agiam livremente na capital, Porto Príncipe.
Enquanto isso o governo investe migalhas em nossa segurança interna, no combate às drogas e no combate à violência que a cada dia assusta e mata brasileiros inocentes .

Os símbolos da corrupção
O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, declarou esta semana que os condenados no processo do mensalão – em sua maioria já encarcerados – não simbolizam a corrupção no país. Sem citar nomes, ele afirmou que os símbolos da corrupção brasileira estão soltos. – É importante sim (o julgamento do mensalão), que mostra que as instituições, quando querem, funcionam, mas eu diria que está muito longe de termos condenado os símbolos da corrupção no Brasil. “Em minha opinião, os símbolos da corrupção no Brasil, os emblemáticos, continuam soltos” – afirmou o ministro, quando participava das comemorações do Dia Internacional Contra a Corrupção. Concordo em parte com o ministro. Na verdade grandes símbolos da corrupção continuam soltos, mas isto não faz com que o Partido dos Trabalhadores deixe de ser um dos maiores símbolos de nossa corrupção

E para o povo nada
Diabéticos, hipertensos e pessoas com problemas de infecção estão enfrentando dificuldades para conseguir os remédios indicados para o tratamento de suas doenças nas farmácias das Unidades de Saúde de Maceió. Um sofrimento ainda maior especialmente para quem não tem outros meios de obter os medicamentos.
O poder público faz vistas grossas e vai levando com a barriga sem se importar com o sofrimento da população carente e esquecendo tudo o que foi prometido em campanha.
Criou-se o condenável método de apenas se distribuir medicamentos com determinação judicial. Enquanto isso o pobre vai morrendo.

Dura Lex
O senador Pedro Taques (PDT-MT) apresentou seu novo relatório sobre a proposta de reforma do Código Penal. O texto deve ser votado na próxima semana. O relatório tem como base o resultado do trabalho do grupo de juristas formado no Senado para atualizar o Código. Em seu texto, Pedro Taques defende o aumento da pena mínima para o crime de homicídio dos atuais seis anos para oito anos e impõe mais rigor para os prazos de progressão de pena. Para os condenados primários, por exemplo, a progressão para um regime menos severo, que hoje exige o cumprimento de ao menos 1/6 da pena, passaria a exigir 1/4.– Não é quantidade de pena que impede o cidadão de cometer um crime, mas a certeza da punição – destacou o senador ao apresentar seu relatório.

Para refletir: “Devemos ter uma boa memória para sermos capazes de cumprir as promessas que fazemos”. (De Friedrich Nietzsche – para alguns políticos de memória curta).

 

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