sábado, 17 de novembro de 2018

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As alternativas

Semana passada consideramos que a crise política segue sem uma saída  à vista. Só a convocação de eleições presidenciais, a implementação de um projeto de desenvolvimento estratégico, assentado na centralidade do interesse nacional, pode sustar um eventual vazio de poder no País.

O impedimento contra a presidente legitimamente eleita com mais de 54 milhões de votos ampliou o desgaste das estruturas republicanas, abalando seriamente os pilares do Estado nacional.

Tudo isso em meio à mais grave crise mundial do sistema capitalista, desde o grande crash de 1929-1930, que também fustiga a economia brasileira, um elemento a mais no imbróglio político, institucional, social que nos atinge de várias formas.

Afastada provisoriamente a presidente Dilma Rousseff, assume interinamente o governo Temer, cujas diretrizes programáticas repousam no fato de não tê-las, absolutamente nenhuma, salvo a dependência ao capital rentista, a empresários retrógrados, ao monopólio midiático nativo, às potências avessas ao papel do Brasil junto aos BRICS, na geopolítica  mundial.

Com ou sem crise institucional, financeira, o País é a 7a economia global, a quinta nação do planeta em extensão territorial, com imensas riquezas naturais, a maior reserva aquífera do planeta, a cobiçada, estratégica Amazônia, e uma população superior a 200 milhões de habitantes.

Atingiu densidade urbana que ultrapassa 80% da população. Uma sociedade complexa, diversificada, com demandas  múltiplas, que exigem soluções para as características próprias à realidade brasileira.

Mas a nação segue numa encruzilhada, a democracia golpeada, além de uma profunda crise das estruturas republicanas que pode levar, até mesmo, ao inescrutável terreno de um vácuo de poder.

O governo Temer rejeitado por intensas manifestações de democratas, legalistas, move-se em rumos desconexos, além de ser alvo de processos policiais-jurídicos. Tudo aponta para uma brevidade quase anunciada.

Tornam-se decisivas eleições presidenciais antecipadas que assegurem os interesses nacionais, a democracia sobrestada.

E estratégias eficientes de governo capazes de superar impasses na administração, na economia, na relevância dos poderes da República, na justiça social, próprias, em Nicolau Maquiavel, à condução da “Virtù” em políticas de estadismo.

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