segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

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A infidelidade partidária em Alagoas

A infidelidade partidária nunca foi tão escancarada como nesta disputa eleitoral em Alagoas. São vários os casos de candidatos que não estão nem aí para determinações partidárias, pois o que importa é estar ao lado de quem lhe garanta a “estrutura” (grana alta, no jargão político local), especialmente na disputa para cargos no Lesgislativo, mas concentremo-nos na bagunça ideológica que as alianças-Frankenstein (tipo PT/PCdoB + Collor) geraram na disputa majoritária.

O candidato tucano ao governo do Estado, Júlio Cezar, hoje faz oposição ao prefeito de sua cidade, James Ribeiro, que pede votos para Renan Filho, do PMDB. James também é tucano, assim como o prefeito de Maceió, Rui Palmeira, que pede votos para Biu, do PP. Júlio Cezar pede votos para a senadora Heloísa Helena, do PSoL, que se sente incoerente se apoiar o PT, mas não sente vergonha ou remorso de subir no palanque do PSDB. O partido dela é o da candidata à presidente Luciana Genro. Mas Heloísa pede votos para Marina.

Às vésperas do pleito, um grande mestre alagoano, professor e sociólogo, fez uma bem humorada avaliação desse cenário em que os partidos são usados apenas como critério para possibilitar uma candidatura, em vez de representar um programa político construído coletivamente e respeitado pelos seus filiados: “A campanha em Alagoas está uma gandaia tão da peste, que a gente ainda não sabe com que rapariga vai dançar”.

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