segunda-feira, 19 de novembro de 2018

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+18: Sucesso e felicidade: não importa com quem vai para cama

Os maiores gênios da humanidade produziram obras nas mais diversas áreas: engenharia, arquitetura, matemática, filosofia, literatura e artes plásticas. Chocaram a sociedade de suas épocas com ideias originais e ousadas, quebrando concepções e estabelecendo maneiras inovadoras de ver o mundo. Suas personalidades variavam entre a genialidade e a loucura – a depender do ser e da época.
O que se esquece frequentemente de contar são as motivações pessoais desses seres ímpares da nossa cultura. E uma parte considerável dessas motivações está na sexualidade!
Alan Turing foi perdidamente apaixonado por outro homem e acreditava que a metamatemática poderia aproximá-los, depois da morte do amado. Lewis Carroll, autor de Alice no País das Maravilhas, envolveu-se com uma menor de idade – que inspirou sua Alice. A lista de gays e heteros “pedófilos” que contribuíram para o desenvolvimento da humanidade é considerável.
Então por que, neste século, vemos os gays como incapazes e os heteros como seres dotados de bom senso, exclusivamente?
Embora não assumamos essa realidade, a verdade que circula entre nossas comunidades implica banimento do diferente do meio produtivo, com atuação mais forte nos interiores.
Ser homossexual não implica em estado de deficiência intelectual nem de falta de bom senso. Fosse assim e não teríamos avançado tanto na matemática e na tecnologia da informação.
Ser heterossexual não faz do indivíduo imune ao desejo sobre seres do mesmo sexo nem de ridicularizar o outro, como costumamos fazer.
O ser humano, independente do sexo e da opção sexual, é culpado pela falta de inovações nos meios de produção, nas artes e na socialização e integração de todos em uma sociedade globalizada.
Alan Turing amou desesperadamente um homem e por ele criou o inimaginável. Vai alguém dizer que seu modo particular de ver o mundo é diferente por ele ser homossexual? Um ignorante poderá tentar ridicularizá-lo por sua opção sexual, mas jamais conseguirá de fato.
Rogéria, assumidamente uma mulher por escolha e homem por nascimento, tem uma vida normal. Ela quebrou paradigmas e estabeleceu os limites de seu mundo dentro da sociedade. Por que muitos outros também não podem?
Jorge Amado teve seu grande amor, Zélia, e juntos, ainda que mortos, provam a força do amor de fato.
Pessoas célebres fizeram o que a maioria teme, por medo, incapacidade ou ignorância, realizar: assumir-se ante a opinião alheia – que não importa tanto assim.

O que define caráter, felicidade e sucesso não é com quem você vai para a cama, e sim como você lida consigo mesmo e com sua passagem por este planeta.

 

Mais em: http://rafaelarielrodrigo.blogspot.com.br

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