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E se a gente perder o estaleiro?

Pernambuco vai ganhar um novo estaleiro que será construído numa área de um milhão de metros quadrados na Ilha de Tatuoca (mesmo local do Estaleiro Atlântico Sul), no Complexo Portuário de Suape, no Cabo de Santo Agostinho, e deverá entrar em operação em 2011.O investimento previsto é de US$ 495 milhões (cerca de R$ 1 bilhão de reais), com geração de até nove mil empregos - sendo três mil diretos e seis mil indiretos, ao longo da operação da unidade.

Ao ler esta noticia na semana passada fiquei a imaginar por que somos diferentes de todos? Por culpa de alguns políticos que nada mais são que um bando de vigaristas, de incompetentes e duvidosos pareceres supostamente “técnicos”, da incompreensão de operadores do direito que se imaginam maior que Deus, estamos ameaçados de perder a implantação do Estaleiro Eisa em Alagoas. Mais uma vez Sergipe, Rio Grande do Norte ou Paraíba estarão entre o escolhido para o grande empreendimento.

Não conversei com o governo. Procurei ouvir um dos diretores do estaleiro que foi direto ao assunto: “Implantar o estaleiro é uma decisão irreversível nossa. Escolhemos Alagoas pelas condições favoráveis ao empreendimento, por acreditar em seus governantes, o que ajudou muito no convencimento da localização, pela seriedade com que fomos tratados. Mas, todavia, cuidamos de um  grande negócio e não podemos esperar muito. Não sendo aqui será em outro Estado. Que ninguém divide disso.”

Não vou me deter muito sobre o assunto por dois motivos: falta-me espaço suficiente para uma longa crônica e depois a vontade que tenho mesmo é de expor determinadas figuras descompromissadas com o moral e o legal, cujo envolvimento político ou um processo acefálico crônico os levam a destruir os sonhos e os caminhos de desenvolvimento de Alagoas. Preferem que continuemos com o desemprego, com a fome matando miseráveis e com nossos lastimáveis índices negativos para vergonha nacional.

Para encerrar, deixo com o leitor apenas um pequeno trecho de um parecer  elaborado por técnicos do IBAMA, que se não entendem de meio ambiente, quanto mais de indicadores sociais: “Já em termos socioeconômicos destacamos a expectativa gerada pela possível instalação do empreendimento na população da região nordeste, o que acarretará migração para o Estado de Alagoas de trabalhadores em busca de oportunidade de emprego. Tal fato gera favelização e sobrecarga nos serviços públicos, já carentes no Estado (saúde, saneamento básico, educação, etc).

Ai dizia um velho amigo: “somos o que somos, mas não o merecemos”

 

Palavra da razão

O promotor de Justiça Alberto Fonseca, pelo qual tenho grande admiração e respeito, é um estudioso das questões do meio ambiente e atua na área dentro no Ministério Público há muitos anos. Já o acompanhei em vários processos de preservação ambiental e sei da sua seriedade e até intransigência com o trato do interesse público. Lia esta semana palavras suas sobre o patético relatório do IBAMA que terminava com uma sentença: “Alagoas está condenado a não receber nenhum empreendimento de porte”.

 

Lá pode, aqui não

Os estaleiros construídos em Pernambuco, investindo bilhões na economia e gerando milhares de empregos para o nosso vizinho, tiveram suas licenças ambientais conferidas pelo órgão estadual do meio ambiente. O que nos faz imaginar que o Direito de lá, não é o direito de cá. O caráter de lá não é também como o nosso e os políticos daqui... Esses não existem em qualquer lugar. São coisas exclusivamente nossas.

O olhar da esperança

Conversei muito com secretário de Desenvolvimento Econômico, Luiz Otávio(foto), que juntamente com o governador Teotônio Vilela foram os dois grandes heróis para a instalação do estaleiro Eisa em Alagoas (para desgosto de muitos que apostam no quanto pior melhor). Repetiu-me o que disse em entrevista no dia anterior; “Alagoas corre o sério risco de perder o Estaleiro Eisa para outro Estado”. Fiz lembrar as palavras do ex-secretário de Planejamento, Evilázio Soriano, meu companheiro no governo Guilherme Palmeira, que afirmava:” O governador Marcelo Deda, já está trabalhando para que a obra seja construída em Sergipe”. Luiz Otávio é um lutador e por isso mesmo ao mesmo tempo em que via em seu rosto uma expressão de decepção, via também claramente, um corajoso olhar de esperança.

 

Procurador Eleitoral

Tive esta semana uma clara evidência de que aqueles que pensam que vão enganar a Justiça Eleitoral nas próximas eleições estão completamente equivocados. Percebo que o procurador do TRE , Rodrigo Antonio Correia da Silva estará ai para fazer a diferença. Preparado, estudioso e competente, intolerante com aqueles que tumultuam o processo eleitoral, não dará trégua aos corruptos. Preciso conversar com este cidadão.

 

Se a moda pega

Um senhor revoltado com a constante falta de água em suas torneiras resolveu tocar fogo literalmente nas instalações da sede da Casal em sua cidade. Já pensou se todos os revoltados (e bota revoltados nisso) com o péssimo serviço prestado pela velha Ceal e nova Eletrobrás  resolvem adotar a mesma posição. Não tem Corpo de Bombeiro que apague o fogo.

 

Trânsito de “bundões”

O prefeito Cícero Almeida ainda vai pagar muito caro por ter entregado o trânsito de Maceió a amadores e incompetentes. O degradante e imoral episódio do retrocesso ao cumprimento da Lei que proíbe o trânsito de veículos pesados na Avenida Fernandes Lima por parte da SMTT dá uma mostra da falta de preparo dos dirigentes do orgão. Só mesmo aqui em Maceió para que o “incômodo” causado a comerciantes, empresários e outros “bichos”, esteja acima do interesse público e mais: acima da lei que é de 2007 e nunca foi cumprida. Ai vem o “sábio” da SMTT com esta pérola: “ Estamos agindo dentro de todas as possibilidades. O crescimento urbano das cidades é algo polêmico(sic)  que atinge a sociedade como um todo e o setor de trânsito tem uma participação fundamental” (Deu pra entender?). O senhor Jorge Coutinho entende de trânsito o tanto quanto eu entendo de futebol: nada.

 

PÉ DE PÁGINA

“O Pleno do Tribunal de Justiça diz que nunca concedeu HC a criminoso foragido, mas resolveu absolver um bando de bandidos foragidos há mais de seis anos. Eu não sou bandido, bandido tem no Tribunal. Corro risco de vida porque esses bandidos já fizeram três atentados contra mim, imaginem agora, que estão livres. O TJ será responsável pela minha morte”. ( Deputado Cicero Ferro, no plenário da Assembléia)

 
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