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A nossa insegurança de cada dia

A insegurança no Estado de Alagoas saiu completamente do controle das autoridades. E não me venha dizer que isto é coisa que acontece em todo o país, pois é balela pura essa conversa fiada. Podemos não ser o único, mas somos sim líderes no quesito de falta de segurança e violência crescente. Não adianta viaturas novas, armamentos sofisticados e outros anúncios eleitoreiros. O que nos falta mesmo é preparo dos que nos deveriam dar segurança e incapacidade de gerenciamento dos que comandam o setor. O cidadão e sua família já não podem mais sair às ruas ao anoitecer e muitas vezes são vitimas dessa violência desenfreada a qualquer hora do dia. A droga invade as escolas, os lares dos alagoanos e não se vê nenhuma ação efetiva para combater esse terrível mal. Tudo tende a se agravar a partir de agora com o período eleitoral.

Como sempre vão aumentar os assaltos, a violência urbana e os crimes políticos que já começam a acontecer. Enquanto isso os que deveriam nos dar segurança ficam de lero-lero, achando sempre uma pífia justificativa para suas incompetências.

 

 

Agora o placar está zerado

 

Como diz o sábio companheiro Carlos Chagas, “as pesquisas são inconfiáveis pela simples razão de consultarem no máximo três mil pessoas num eleitorado de 180 milhões”. “Por mais sofisticadas que sejam as metodologias, não dá para aferir sequer as tendências, quanto mais o resultado das urnas de outubro”. Talvez mais tarde, provavelmente só no dia da eleição como aconteceu aqui em Alagoas em 2008, teremos a confirmação dos números, com velhas e novas surpresas. Melhor fariam os candidatos, como também os eleitores, se passassem ao largo das pesquisas, considerando-as mera atividade comercial de empresas interessadas no faturamento ou na publicidade para seus veículos de comunicação. Pautar-se pelos números contraditórios será, para os candidatos, um exercício diário de auto flagelação. Os principais atores: Teotônio, Ronaldo e Collor, largam empatados tecnicamente.

Ganhará aquele que “tiver mais farinha no saco”. Que se faça uma campanha, limpa, com propostas acreditadas pelos alagoanos tão desencantados. E que vença o melhor para Alagoas!

 

 

Competência atestada

 

“Apesar das tragédias, o governo continua num trabalho intenso para atrair empresas. O dinamismo do governador e a determinação do secretário Luiz Otavio Gomes foram decisivos para a permanência e ampliação da fábrica de Alagoas, pois estávamos analisando outras opções”. Estas palavras eu ouvi de Amarilio Macedo, diretor do Grupo J.Macedo, na solenidade que marcava a ampliação da industria que Alagoas esteve prestes a perder.

 

 

Faltam profissionais

 

É uma pena que as coisas em Alagoas sejam sempre tratadas na base do amadorismo e da improvisação. O lamentável “equívoco” da Defesa Civil Estadual em cancelar o recebimento de donativos para as vítimas da tragédia e depois voltar atrás condenando sua assessoria de Comunicação, mostra que a coisa ou não tem comando ou a sua comunicação não presta para nada. São por estas e outras que os desastres aqui ocorridos tomam proporções maiores ou saem totalmente do controle das autoridades. Pura falta de profissionalismo e preparo para lidar com as tragédias.

 

 

Palavra de quem sabe

 

Segundo o advogado Adriano Soares, “a lei “Ficha Limpa” terá a mesma eficácia da lei da compra dos votos: fragilizar a nossa democracia”. Pergunto: a lei da compra dos votos diminuiu a corrupção eleitoral? Respondo: não! Ao contrário, agora compram eleitores e, também, testemunhas para instruir processos judiciais. Aumentaram, pois, a insegurança jurídica e a deslegitimação dos mandatos eletivos.

Na verdade, essas leis são resultado de uma crise política que vivemos, em que a classe política perdeu o respeito e a legitimidade.

 

 

A gente limpa, eles sujam

 

O Supremo Tribunal Federal (STF) proferiu decisões que suspenderam os efeitos da Lei da Ficha Limpa em relação a candidatos que possuem em suas fichas criminais condenação por colegiado (mais de um juiz).Um dos beneficiados é o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), que já foi condenado Em segunda instância pelo Tribunal de Justiça do Piauí por “conduta lesiva ao patrimônio público” quando era prefeito de Teresina (1989-1993).

O senador temia ser enquadrado, mas adivinha quem o salvou? O ministro Gilmar Mendes que certamente salvará outros “fichas sujas”. É a justiça que temos, mas não é a que merecemos.

 

 

Cala a boca, Serra

 

O candidato José Serra em sua visita eleitoreira a Alagoas criticou o tempo-resposta do socorro prestado pelo governo federal, que não teria conseguido chegar de forma rápida. “O país não está preparado para o enfrentamento de catástrofes. É preciso uma intervenção federal muito mais orgânica, pois estamos vivendo muitas tragédias. Nós temos que criar defesa civil nacional, com tropa própria, para poder ter intervenção rápida. Falou sem conhecer nada da história que o próprio governador contou: “O presidente Lula deu uma resposta imediata à tragédia que se abateu sobre Alagoas”. Mandou na mesma tarde dois ministros para ver a situação e disponibilizou todo o apoio técnico e humano. “O presidente foi solidário e o governo federal agiu imediatamente”.

 

 

Um hospital trapalhão

 

Recentemente um lamentável episódio ocorrido no Hospital Geral expôs Alagoas ao Brasil ao ser noticiado que uma mulher morreu e “ressuscitou”. Até hoje ninguém justificou tamanha aberração e o estado está sendo processado. Agora um paciente “desapareceu” no mesmo hospital. A família está desesperada e ninguém mais uma vez sabe informar absolutamente nada. Fecha esta merda e manda todo mundo pra casa. Pelo menos morre com a família.

 

 

Sementes democráticas

 

Alguns políticos ainda não aprenderam que se constrói uma campanha em cima de propostas e critérios éticos de disputa. A mentira, o histerismo eleitoral, a imoral prática de apenas criticar, está sendo condenada pelo eleitor. Agora mesmo o secretário Jorge Dantas mostra e prova que a distribuição de sementes atendeu milhares de agricultores. Está lá no papel e nas fotos. Um grupo político que visitou Inhapi, não tendo o que apresentar ou falar, saiu-se com a história mentirosa de que naquela região as sementes não haviam sido distribuídas. Mentiram de maneira condenável. São uns criminosos.

 

 

PÉ DE PÁGINA

 

Caro Jornalista Pedro Oliveira, infelizmente o político alagoano (com raríssimas e honrosas exceções) tem tara por desonestidade, tem psicose pelo roubo, é detentor da “síndrome do escorpião”…fere, magoa, mata apenas por ser de sua maldita “natureza” (Hélio Luiz Lima de Moraes).

 
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