| Doutor Luiz Gonzaga Mendes de Barros, atravessou incólume sua bem- sucedida trajetória profissional, e, por isso, consagrou- se como jurista do seu tempo a serviço da coletividade alagoana. Fez valer seu engenho intelectual movendo moinhos graças à sua proficiência em prol do bem comum.
Juntou a sabedoria que detém com a performance assemelhada a de Pontes de Miranda. Fez de suas ideias de democrata estuário de artilheiro principal da aplicabilidade da lei em benefício de todos.
Com sua inteligência dos deuses gregos, imortalizou-se nos versos do poeta palmarino Jorge de Lima:
“Alma sê forte; corpo, sê robusto!
Nesse conflito atávico e instintivo
Sê como o gênio que possante e altivo
Constrói antes de morto o próprio busto!”
Determinado no que faz, consciente de seu papel de preclaro causídico que, vezes muitas, teve que enfrentar dissabores mesquinhos de pessoas que se julgavam divinos como o então governador collorido. Aliás, criou o slogan de “Caçador de Marajás” a fim de galgar à Presidência da República como arauto da imoralidade pública.
O tiro como se diz saiu pela culatra. Deixou o Palácio do Planalto pelas portas dos fundos devido suas facetas políticas engendradas na Casa da Dinda. Amargou, portanto, o “impeachment” como castigo pela prepotência que tratou os parlamentares na capital do País.
Na qualidade de Procurador-Geral da Assembleia Legislativa por muitas décadas, foi responsável pelo arcabouço jurídico da Casa de Tavares Bastos. Deixou, portanto, relevantes serviços prestados aos pares independentemente de cor partidária.
Como deputado estadual na década de cinquenta, apresentou projetos de lei capazes de se implantar a moralidade na coisa pública. Hoje, pelo contrário, vê-se os deputados-taturanas sendo processados por malversação do erário, enriquecimento ilícito por não darem valor às suas recomendações de guardião das finanças da Casa que a serviu à altura de sua grandeza histórica.
Jornalista corajoso. Detentor de cultura helênica recheada de citações do grande Cícero que, nas Academias de sua época, destacou-se como oráculo da civilização greco-romana. Imita-o ao pronunciar discursos eloquentes na defesa da ética, e, principalmente, de seus inúmeros constituintes que o procuram, e, por extensão, almejam uma Justiça célere.
Algumas vezes, utiliza-se da sátira para se fazer entender diante dos algozes do poder. Noutras oportunidades, ensina às novas gerações de advogados a procederem dentro da dignidade profissional a fim de salvaguardarem a Lei Maior sob a égide do Estado Democrático de Direito.
Sócio antigo da septuagenária Associação Alagoana de Imprensa (AAI), e, portanto, defende a liberdade de expressão do profissional no exercício da sublime missão de informar à sociedade sem tergiversar.
Junta-se, portanto, ao colega jurisconsulto paulistano – Ives Gandra – novel sócio da AAI. Ambos têm inteligência do tamanho desta gigante Nação que já despertou para seu grande destino. Com o advento da Lei complementar (Ficha Limpa), o Brasil ingressa numa nova fase institucional que prevê a punição dos pseudos políticos. |