| Foram cômicas as cenas protagonizadas durante a visita do presidente a Maceió. Políticos com mandato e outros tantos “reservas” fizeram de tudo para aparecer junto a Lula e demonstrar prestígio. Os candidatos que apóiam a ex-ministra Dilma Rousseff, cada uma seu modo, queriam mostrar que contavam com a simpatia lulista, o que lhes renderia um bom marketing eleitoral. Todos morderam a língua. O presidente teve aqui uma postura eqüidistante das futricas políticas e das disputas locais pelo seu apoio. Todos os interessados compareceram e tentaram grudar em Lula, mas o grude não colou. Fernando Collor, Renan Calheiros e Ronaldo Lessa foram tratados dentro da liturgia oficial, sem nenhum sinal de preferência ou simpatia especial. Collor que foi a São Miguel dos Campos para festejar Lula preferiu não comparecer ao evento promovido pelo Sinduscon à noite. Lessa e Renan foram e mais uma vez tratados sem o entusiasmo esperado e desejado.
O próprio Lula aconselhou a pré-candidata Dilma Rousseff a não vir a Maceió para não se desgastar. Um integrante da comitiva presidencial, militante do Palácio do Planalto e meu amigo, confidenciava: “Com esse palanque dificilmente Dilma virá a Alagoas. É um preço negativo muito alto a nível nacional pelos personagens que estão compondo sua base de apoio aqui. Veja como estão as coisas: O próprio Lula relutou em vir. Mas não tinha como quebrar o roteiro elaborado para o Nordeste e depois pelo governador Teotônio Vilela, ao qual tem profunda consideração”.
O presidente Lula deu demonstrações claras do carinho pelo governador Teotônio Vilela. Não faltou oportunidade em que não o elogiasse. Falou do “salto de qualidade que o Estado em seu governo”. Disse claramente que Alagoas do passado era vista pelo lado do negativismo. Enumerou as principais empresas de grande porte que se instalam aqui, a exemplo do Estaleiro Eisa, da mineradora em Craibas e da duplicação da planta da Brasken. Sabia de tudo, conhecia de tudo e creditou à seriedade e competência do governo estadual estes importantes investimentos que gerarão milhares de empregos.
Parecia até, em alguns momentos, que o candidato do presidente Lula ao governo de Alagoas seria Teotônio Vilela Filho. E quem sabe se não é?
A visita de Lula com certeza não agradou os aloprados do PT que ficaram como peixes fora d’água, sem espaço para exibições pirotécnicas e também frustrou os pré-candidatos da oposição que se imaginaram atores principais na visita presidencial e não passaram de meros e despercebidos coadjuvantes. O dia teve apenas dois atores principais: o presidente Lula e o Governador Teotônio Vilela Filho. Esse é o cara!
Alagoanos que orgulham
O presidente da Braskem, Bernardo Gradin, fez no seu discurso em solenidade no Palácio do Governo, revelação que surpreendeu a maioria da platéia. Ao citar “alagoanos ilustres que orgulham o Brasil” a exemplo de Graciliano Ramos e Aurélio Buarque, fez elogiosas referências ao professor José de Freitas Machado como “o precursor da Química Industrial no país”. Alagoano de Pão de Açúcar formou-se na Bahia e estudou Química em Paris. Foi o fundador e primeiro diretor da Escola Nacional de Química. É, na verdade considerado “o pai da Química Industrial no Brasil”. Um alagoano admirado aqui e no exterior,mas com certeza não existe uma obra em Alagoas como seu nome.Os nossos administradores preferem “homenagear” aqueles que lhes dão votos ou prestígio.
Em tempo: O professor José de Freitas Machado é tio-avô do nosso querido amigo Álvaro Machado, secretário da Casa Civil do governo.
Ronaldo Lessa senador
Em recente encontro de amigos estavam seis pessoas que sempre votaram em Ronaldo Lessa. Para deputado, prefeito e governador por duas vezes. Na conversa a convicção de que Lessa foi na onda de Renan Calheiros, vai ser enganado e perderá a eleição. E também na mesma conversa uma constatação: candidato a governador perderá os seis votos, mas se for candidato a senador terá todos.
Os dois votos de Heloisa
A história dos dois votos para Heloisa Helena está pegando pra valer.
Na coluna anterior confessei essa minha disposição em votar nela duas vezes e recebi muitos e-mails de eleitores que se diziam “engajados” na proposta da candidata ao senado. Há quem levante a possibilidade do segundo voto de HH (nulo) superar o senador eleito para a segunda vaga. Uma coisa não se pode duvidar: ninguém segura a disparada de Heloisa que tem discurso e muita história pra contar dos adversários. Ora se tem!
Um péssimo vice
Os dois outros candidatos ao governo ainda não anunciaram seus vices, mas ao que parece Ronaldo Lessa deverá mesmo ter que carregar nas costas o petista Joaquim Brito. Este sempre desejou o cargo, fez jogo de cena para enganar o delegado Pinto de Luna, deu uma de “democrático” na disputa interna do partido, mas sempre trabalhou nos bastidores por dois caminhos: a reeleição de Renan Calheiros e a inclusão de seu próprio nome na chapa majoritária. Lessa pagará o preço das alianças impostas e terá ao seu lado um péssimo candidato a vice.
Dilma não veio
Como Lula, a candidata Dilma Rousseff não quer nada com Alagoas. Isto aqui é um “balaio de gatos” e os palanques que a apóiam estão repletos de figuras que atrapalham mais que ajudam. Um integrante da comitiva presidencial me dizia: “Vai ser difícil a Dilma vir a Alagoas durante a campanha, pois aqui o seu apoio, com raras exceções, é formado por uma quadrilha e isso vai pegar mal no Brasil inteiro”.
O grande embate
Caso permaneçam em campo as três candidaturas ao governo não temos como fugir de uma disputa em segundo turno em Alagoas. Como caminhar da proximidade do pleito uma coisa deverá ficar evidente: o grande embate será entre o governador Teotônio Vilela e o senador Fernando Collor. Ronaldo Lessa terá um bom desempenho, mas não chegará à disputa final. Vão lhe faltar apoios e para completar seu carma terá a lhe perseguir, mais uma vez, o fantasma da inelegibilidade, pois o Ministério Público e o Judiciário não lhe darão trégua.
O nome é Rogério
Quem for a Arapiraca e conversar sobre política verá claramente que o nome de Rogério Teófilo é a bola da vez para as eleições já não tão distantes de 2012. Com uma folha enorme de serviços prestados a região, escorado em uma história de vida digna tem tudo para dar certo. Se tiver o prometido apoio de Célia Rocha ai não deixará nada para ninguém. Quem não está gostando da história é o prefeito atual, mas esse não terá peso político e sua história não se compara nem de longe à de Teófilo. |